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Dicas e teste 3/3 – Funcionário Públicos e o comodismo

Dicas

Como um líder pode mudar isso?

- Primeiramente, observando seus próprios erros e deixando de cometê-los. Um líder deve inspirar e, por isso, precisa ser exemplo. É por ele que a mudança começa;

- Agindo como um funcionário normal (“ignorando” sua estabilidade) e fazendo de tudo para que o seu trabalho seja o melhor possível.

- Não abusando de algumas regalias. Por exemplo, se há a chance de um ponto facultativo em um feriadão, por que não aproveitar (se não viajar) para dar prosseguimento naquele projeto encalhado?

- Entendendo que todos temos direitos e deveres, cada coisa em sua hora e seu local.

Teste

Independente se você é servidor público, faça o teste e perceba se você está dentre aqueles que levam o trabalho nas coxas.

1. Você sempre cumpre os prazos que lhes são determinados?

a) Sim

b) Não

2. Você usa, vez ou outra, a desculpa de atestados médicos para não ir trabalhar?

a) Sim

b) Não

3. Você é frequentemente elogiado pelos seus clientes?

a) Sim

b) Não

4. Você é frequentemente elogiado pelos seus superiores?

a) Sim

b) Não

5. Você cumpre seus horários de acordo com o que é estipulado?

a) Sim

b) Não

6. Já participou de alguma greve?

a) Sim

b) Não

7. Você costuma inovar no seu trabalho? É criativo?

a) Sim

b) Não

8. Está louco para se aposentar, mesmo faltando muitos anos ainda?

a) Sim

b) Não

Se você respondeu “Sim” para as questões 2, 6 e 8, cuidado. Essas são atitudes típicas de pessoas acomodadas. Porém, se você respondeu “Sim” para as demais questões, parabéns! A estabilidade não lhe tornou uma pessoa acomodada!

Publicado na Gazeta do Povo em 14/12/10. Leitura na íntegra aqui.

Artigo 2/3 – Estabilidade é igual a acomodação? (Funcionários públicos e o comodismo)

É claro que não dá para generalizar. Infelizmente, porém, boa parcela dos funcionários públicos são pessoas acomodadas, que não reconhecem a importância do próprio trabalho, deixando-os a desejar. E é sobre essa parcela dos servidores públicos que uma telespectadora do Bom Dia Paraná pediu que eu abordasse. Antes de dar prosseguimento, reforço: não são todos os funcionários públicos que agem dessa maneira. Já precisei deles por alguns motivos e, na maioria das vezes, obtive excelentes respostas. Fiquei admirado, inclusive, com a rapidez que eles resolveram minhas questões. Porém, como pedido pela telespectadora, preciso convir que existe, sim, muitas pessoas que, pelo fato de possuírem a estabilidade do concurso público, deixam que isso prejudique a qualidade do seu trabalho.

É por isso que esses profissionais acabam levando a fama. Infelizmente há funcionários que não se comprometem com a organização que trabalham pelo simples fato de não precisarem se preocupar com o “perigo de uma demissão”, por exemplo. São pessoas que não fazem o que deveriam fazer, que resolvem assuntos pessoais durante o horário de expediente, que não dão a mínima para o horário de entrada e saída e que vivem faltando ao trabalho.

Pensemos por um lado muito lógico: um funcionário de uma empresa normal não possui a garantia de emprego, já que pode ser demitido a qualquer momento. Para que isso não aconteça, ele precisa entregar um bom trabalho, com qualidade e atendendo a prazos curtos e rígidos. A empresa, por sua vez, sente-se na obrigação de reter esses talentos. Para isso, investe no colaborador, fazendo que com ele queira ficar ali naquela empresa por muitos anos e não a deixe para ir prestar seus valiosos serviços para uma concorrente, por exemplo. É daí, inclusive, que nascem os programas de desenvolvimento profissional e a oferta de benefícios… para que o colaborador seja fiel a ela e não se sinta tentado a buscar novos horizontes.

Com o servidor público a banda toca muito diferente. Após conquistar seu posto e sua garantia de estabilidade para o resto da vida, ele, simplesmente, precisa executar aquele trabalho para o qual foi “contratado” e nada mais. Dificilmente há promoções e os aumentos salariais ficam por conta dos reajustes, muitas vezes conquistados após longas greves. Os órgãos públicos, por sua vez, não se preocupam em retê-los, já que gente querendo passar num concurso público não falta.

Pensando por esse lado, então, podemos concluir que o trabalho público não é tão maravilhoso assim, a não ser pelo fato da estabilidade que esses profissionais possuem. Eles podem, sem sombra de dúvidas, vislumbrar a certeza de que estarão empregados até suas aposentadorias. Mas, e as melhorias? E o crescimento? E o desenvolvimento?

No e-mail que recebi da telespectadora, ela me fez a seguinte pergunta: “A chefia, muitas vezes, faz (vistas grossas). O que é pior, o servidor com tal postura (descomprometimento etc.) ou sua chefia?”. Eu diria que ambos. O servidor por todos os pontos que citei. E a chefia por não exercer seu papel fundamental, o de delegar responsabilidades e acompanhar o andamento de cada processo.

Veja, um líder que se preze está lado a lado com seus subordinados. É claro que nem sempre isso é possível, pois, como dizem “cada macaco em seu galho”. Mas, seu papel fundamental é reger a equipe, apontando o caminho a seguir, orientando a forma correta de exercer determinadas ações, cobrando resultados e, claro, dando constantes feedbacks sobre seu desempenho.

Por isso, minha cara, acredito que essa mentalidade que alguns servidores têm de que sua estabilidade lhe dá o direito de levar seu trabalho “nas coxas”, como dizem, tem que começar a mudar lá de cima. Se houverem líderes capazes de mudar isso e de mostrar que o caminho é outro, pode ter certeza que as coisas melhorarão muito.

Publicado na Gazeta do Povo em 14/12/10. Leitura na íntegra aqui.

Artigo 1/3 – O cúmulo do comodismo (Funcionários públicos e o comodismo)

Frequentemente ouço perguntas sobre funcionários públicos e na semana passada uma telespectadora do Bom Dia Paraná pediu que eu falasse um pouco sobre esses profissionais que, infelizmente, muitas vezes abusam da estabilidade que possuem para viver a bel prazer. Ao receber seu e-mail, lembrei de um conhecido que, certa vez, contou-me sobre os absurdos que via seu irmão fazer e dizer, pelo simples fato de ser concursado público e não precisar se preocupar com sua conduta, pois tinha seu emprego garantido pelo resto da vida.

Segundo Henrique, Pedro era muito inteligente e, de acordo com ele, sua maneira de encarar seu emprego era extremamente díspar da sua forma de ser no dia a dia, o que fazia com que ele não entendesse o irmão. Em casa, com a família, Pedro era super responsável. Participava de tudo que dizia respeito a seus filhos, era um marido exemplar, ajudava financeiramente e com cuidados especiais seus pais, já idosos, e era voluntário, aos finais de semana, num hospital oncológico. Já no trabalho…

Henrique me contou da forma com que o irmão encarava seu trabalho. Pedro não fazia questão de comparecer diariamente em seu local de trabalho, além de descumprir seu horário. Chegava sempre perto do horário do almoço, saía para almoçar e demorava cerca de duas horas para retornar, e, por volta das 17 h já se preparava para ir embora. Frequentemente, inclusive, conseguia atestados médicos de 4 ou 5 dias para se ausentar e programar viagens com a família. Nos dias com ponto facultativo, Pedro sempre faltava e no escritório, era completamente displicente com suas atividades.

Pedro não fazia muita questão de inovar. Apesar da enorme capacidade de criação, o irmão de Henrique passava a maior parte do tempo executando rotinas antigas, muitas defasadas, e limitava-se a reclamar do que ele considerava inadequado. Ao invés de criar soluções para o que via de errado no escritório, apenas criticava os processos e as formas com que tudo era conduzido. Seu chefe, por sua vez, nada fazia. Apenas aceitava o comportamento de Pedro e acaba agindo de forma muito semelhante ao subordinado.

Certa vez, conversando com Pedro, Henrique questionou o porquê ele não aproveitava sua posição para sugerir melhorias no escritório. Com toda sua capacidade técnica/teórica, ele, certamente, seria capaz de conseguir feitos realmente importantes. A resposta veio seca e desoladora: “se ninguém faz nada lá, por que eu farei?”. E, após uma discussão calorosa sobre os distintos pontos de vista, Henrique deu-se por derrotado, já que não conseguia contra-argumentar o “teimoso e acomodado” irmão.

Segundo Henrique, essa pauta foi motivo de várias discussões nos almoços de domingo da família, o que fazia com que Pedro sempre se sentisse ofendido e saísse desapontado com seus familiares. Porém, nenhum dos parentes concordava com seu jeito, que como pessoa era excelente, mas, como profissional, causava vergonha a todos.

Perguntei a Henrique se ele gostaria que eu conversasse com o irmão que, esperançoso, respondeu-me que isso poderia ser muito bom para Pedro. Ele, por sua vez, ao encontrar-me no escritório dias depois, mostrou-se completamente alheio a tudo que eu dizia. Senti-me, inclusive, incomodado quando ele me “acusou”: “você não sabe a realidade lá dentro. Nunca esteve na nossa pele para saber por que agimos assim ou assado”.

Disse a ele que meu trabalho era lidar diariamente com profissionais que me buscavam para orientá-los sobre empregabilidade, comportamento organizacional, carreira etc. E que isso, certamente, fazia-me capaz de orientar qualquer profissional, principalmente, no que diz respeito a esse tipo de conduta.

Mesmo assim, Pedro foi irredutível. Disse que o máximo que poderia fazer era ser mais presente no escritório, mas que jamais gastaria seu tempo se preocupando com o que ninguém mais se preocupava.

Lamentável, eu diria. Mas, felizmente, sabemos que nem todos os profissionais são como Pedro e é exatamente sobre isso que falarei na próxima terça-feira, na Coluna Talento em Pauta.

Artigo publicado na Gazeta do Povo em 12/12/10. Leia na íntegra aqui.

Falar em público? Eu?

O princípio do sucesso na oratória é dominar o assunto e entender que se você está ali pra falar é porque, possivelmente, é a pessoa mais indicada.

Muitas pessoas têm medo de falar em público – o que, na verdade, não passa de mais entre tantas formas se comunicar. Mais abaixo, darei algumas dicas, mas – antes de qualquer coisa – é importante deixar alguns pontos bem claros. Primeiro: o princípio do sucesso na oratória é dominar o assunto e entender que se você está ali pra falar é porque, possivelmente, é a pessoa mais indicada. Segundo: depois que você tem a prática, o número de pessoas, na verdade, é irrelevante, pois a sua apresentação será a mesma. Terceiro: se você domina o assunto, não há porque hesitar ao explanar suas ideias. Pronto, podemos começar.

Antes de iniciar um debate, uma reunião ou algo que envolva disputa de ideias ou planos, o essencial nunca muda: domine o assunto. Essa premissa vale para todas as situações em que precisar falar para um grupo de pessoas, seja ele pequeno ou grande. É fundamental conhecer muito bem o assunto que será tratado, assim como diferentes pontos de vista, prós e contras, opiniões e, claro, deixar as respostas (que serão utilizadas somente se necessário) afiadas.

Conheça seu público
Quando for a um evento no qual você precisará discursar, chegue alguns minutos antes para conversar com o público. Isso determinará a linguagem e a forma de abordagem a ser utilizada. Um exemplo pessoal: sempre palestro sobre “desenvolvimento de carreira” para executivos e estudantes. Ambos os públicos têm muito interesse no tema, mas a linguagem a ser empregada deve ser bem diferente. Caso contrário, nenhum deles terá interesse no que tenho a dizer (por mais que o assunto seja de interesse geral). Isso vale para expressões, vocabulário e postura. E lembre-se: cada público tem uma maneira de falar e se comportar. Basta observar.

 

Não confie na sua memória
Mais uma coisa, em discussões longas e com muitos assuntos, é normal que a pessoa esqueça detalhes do que tem a dizer, por mais que seja algo de extrema importância. Por isso, nunca confie na sua memória. Sim, ela falha. E resolver esse problema é mais simples do que se imagina. Em reuniões, por exemplo, basta anotar os dados relevantes em uma sequência lógica. Pode ser em um caderno ou um documento que você imprimiu. Já em uma palestra ou apresentação para um grande número de pessoas, ulguns slides bastam. Elas devem ser bem montados, amarrados, sucintos e sem muitos elementos gráficos, que poluem o visual. Assim, você não se perderá e, de quebra, seus interlocutores conseguirão acompanhar de maneira auditiva e visual o conteúdo – aumentando sua cognição e retenção do conteúdo passado.

O ser humano é disperso
Outro ponto importante é a concentração. Por isso, a comunicação direta é sempre a mais eficaz. Mas, se o conteúdo demanda muito tempo, intercale conteúdo com brincadeiras ou histórias. Esses momentos de descontração relaxam os espectadores à mesma medida que prepara e motiva para receber mais conteúdo.

Se você treme, sua ou morre de vergonha quando precisa se expor, mantenha a calma. Respirar fundo antes de falar e segurar algum objeto durante a apresentação (para descarregar sua tensão) ajuda muito nessas horas. Depois que o corpo se acostuma e você consegue relaxar, o assunto sai naturalmente. Aí você não esquecerá mais os detalhes e verá que o “dragão de sete cabeças”, na verdade, não passava de um pequeno lagarto. Bom discurso.

 

Artigo publicado em 06 de dezembro de 2010 no Blog Vida Executiva da Revista Amanhã. Clique aqui para acessar.

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