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Apaixonando-se pelo subordinado

Antes de arriscar tudo e colocar sua reputação profissional em jogo, é bom pensar se o relacionamento é evitável e se ele valerá a pena

Apaixonar-se. Tão inevitável quanto dormir, comer e outras coisas mais que precisamos fazer. Mas, e se de repente, você se apaixonasse por um funcionário(a)/chefe seu? Como resolver isso e lidar com a situação?

Começo dizendo que sou totalmente a favor do amor. De ter alguém para compartilhar coisas especiais e suprir as necessidades afetivas que o humano tem. Sugiro, porém, que o melhor lugar para procurar o par perfeito é longe do trabalho. Antes de arriscar tudo e colocar sua reputação profissional em jogo, é bom pensar se o relacionamento é evitável e se ele valerá a pena. Afinal de contas, querendo ou não, no meio profissional muitas vezes há negócios e dinheiro em jogo, além de brigas por poder. Se não houver como afetá-lo e você for definitivamente flechado pelo Cupido….bem, vamos lá.

A primeira e mais importante regra a partir de agora entre o par nesse relacionamento é: não deixar que o envolvimento interfira nas decisões. Na relação chefe x subordinado, há muitos casos em que o superior beneficia ou protege o outro, colocando totalmente de lado a distinção profissional da pessoal. Por exemplo, se surge a oportunidade de uma promoção no setor, esta escolha deve ser tomada com base nos méritos, capacidades e competências daqueles que integram o time, nunca pela afinidade ou outro fator qualquer. Mesmo porque, praticamente todos sabem, o amor, assim como álcool, é capaz de tornar as pessoas não muito inteligentes em certos momentos.

Há outro ponto muito importante a ser colocado também. O começo dos relacionamentos é sempre muito lindo. O tempo de descobertas fascina ambos e a euforia toma conta dos corações arrebatados. Porém, com o tempo, defeitos, desavenças e brigas começam a aparecer, frequentemente ou não. E, nessa situação, ter que se sujeitar a obedecer ordens do outro, ou mesmo ordenar determinadas coisas para a pessoa que é seu subordinado/chefe direto pode ser péssimo.

Para piorar a situação, há pessoas que têm um comportamento extremamente vingativo quando este tipo de fato acomete-as. Também há aqueles que gostam de “infernizar” a vida do outro, aqueles que não sabem lidar com a rejeição e por aí vai. O outro atenuante, que pode deixar tudo muito pior quando o casal está em crise, é a necessidade de passar no mínimo oito horas por dia sob o mesmo teto sem que isso interfira no desempenho profissional nem incomode os colegas. A relação, que deveria envolver tão e somente o profissionalismo naquele ambiente, passa a comprometer a credibilidade profissional de ambos então.

Nessas situações, onde fica a responsabilidade profissional? E a imparcialidade decisória, que deve ser separada de qualquer relação emocional? Agora acredito que todos entendam melhor quando eu disse “se for evitável, evite”.

Por essas e outras, sugiro: pense muito, acorde e durma pensando se o envolvimento emocional com o funcionário ou chefe valerá realmente a pena ou não. Se tiver a certeza de que o sentimento é verdadeiro, e as intenções boas, vá fundo, mas com a consciência de que percalços e pedras no meio do caminho podem comprometer sua reputação profissional de alguma forma.

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Por Bernt Entschev

O artigo foi originalmente publicado no Blog Vida Executiva, da Revista Amanhã. Clique aqui ou na imagem abaixo para acessar o local original de publicação.

Chefes apaixonados por funcionários

O que você faria se você percebesse que de repente se apaixonou por um de seus funcionários? Ninguém manda nos nossos sentimentos, correto? Então, como resolver essa questão, caso algo do tipo aconteça? Eu já abordei o tema sobre relacionamento no trabalho algumas vezes, mas o foco que quero dar hoje é chefe x funcionário. Até porque, a gente pode até não cogitar muito, mas é muito mais comum do que podemos imaginar o envolvimento entre patrão e funcionário. Aliás, uma curiosidade: outro dia conversando com um amigo comerciante, ele me contou um dado estatístico muito interessante… as três datas que mais vendem joias no ano são Dia das Mães, Dia dos Namorados e, acreditem, Dia da Secretária.

Se tem marmanjo pulando a cerca por aí, nem quero discutir. O ponto que proponho hoje é o relacionamento sério mesmo. Aquele em que o casal se propõe a construir algo, talvez dividir suas vidas mesmo e, quem sabe, constituir família.

Vamos lá… Nossa reputação profissional é algo que devemos preservar, pois uma vez denegrida, dificilmente será recuperada integralmente. Por isso, acredito que antes de colocar em xeque essa reputação, melhor ter muita certeza do que você realmente pretende com esse envolvimento.

Quando um líder percebe um sentimento diferente por determinado funcionário, a veracidade e intensidade desse sentimento devem ser ponderadas. A primeira pergunta que faço é: dá para evitar? Sim, pois nem tudo é inevitável e se for uma paixão volúvel, melhor deixá-la de lado a interferir na tal reputação profissional.

No mundo corporativo o que sempre prevalece é o lado racional. Jamais devemos deixar o emocional nos guiar quando o assunto é relações profissionais. Há muitos interesses em jogo, negociações acirradas, brigas de poder e dinheiro envolvidos. Logo, se o racional deve prevalecer, uma vontade súbita de se relacionar com o funcionário deve, sim, ser evitada. Não quero que me entendam mal… sou a favor do amor e acredito piamente que todos nós devemos ter nosso lado emocional bem desenvolvido, de preferência com um parceiro que seja companheiro de verdade, para suprir nossas necessidades emocionais. Porém, acredito que o melhor lugar para se procurar esse companheiro é bem longe de seu local de trabalho.

Mas, se acontecer, o que deve ser feito? Como chefe (líder), o primeiro grande cuidado a ser tomado é não deixar que esse envolvimento interfira em suas decisões. A minha maior preocupação a esse respeito é que o chefe passe a beneficiar seu “protegido”, já que o que sente por ele é algo muito maior do que simplesmente admiração profissional. Se existe, por exemplo, uma oportunidade de promoção, a escolha deve ser baseada (racionalmente) nas capacidades, méritos e competências do funcionário para assumir tais responsabilidades. Essa decisão jamais deve ser tomada através de um sentimento pessoal, amoroso.

Até porque a paixão, quando nos arrebate, faz de nós seres não muito inteligentes. Na verdade, tornamo-nos cegos, mesmo que momentaneamente, e vez ou outra abrimos mão de certa dose de prudência. Na tentativa de agradar o amado, fazemos coisas realmente inacreditáveis e, volto a dizer, no mundo corporativo o que deve prevalecer é a racionalidade. Por mais que o indivíduo seja emocionalmente inteligente, há grande chance de seus interesses se confundirem quando tomados pelo sentimento da paixão.

Por outro lado, chamo atenção para um detalhe que muitas vezes esquecemos de nos ater quando o assunto envolve esse tipo de emoção. No princípio de todo relacionamento tudo é muito legal, mil maravilhas. É o momento de descobertas, de querer agradar ao outro. Com o tempo e com a rotina, porém, os defeitos alheios começam a aparecer, as desavenças ocorrem com maior frequência e, se pensarmos bem, ter que dividir o mesmo local de trabalho com o companheiro pode ampliar o efeito disso exponencialmente. Pior… ter que liderar, ou se subordinar, ao namorado (a) num momento de briga pode ser algo insuportável para ambas as partes. E, pior ainda, se o relacionamento der certo, pode ser que a única alternativa seja o desligamento de uma das partes, provavelmente, aliás, da parte mais fraca na corda. Pergunto: e a responsabilidade profissional nesse momento, onde fica?

Algumas pessoas, quando acometidas pelo fracasso emocional se tornam indivíduos extremamente vingativos. Acontecem muitos casos de pessoas que tornam a vida do outro um verdadeiro inferno, simplesmente por deter o poder e não saber lidar com a rejeição. São nesses momentos que ocorrem os maiores problemas relacionados a esse envolvimento.

Por isso, sugiro: pense muito, mil vezes se for preciso, antes de se envolver emocionalmente com seu funcionário ou seu chefe. As chances de algo dar errado são muito grandes. Porém, se o sentimento for realmente verdadeiro, vá fundo, mas saiba que o seu campo profissional pode ser prejudicado de alguma forma.

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TESTE

Pressupondo que haja a possibilidade de um relacionamento desse tipo na empresa, vamos seguir por uma linha lógica, onde devem ser marcadas as questões com as quais se identifica:

(  ) A sua empresa permite relacionamentos dentro da empresa? E que todos saibam disso?

(  ) A empresa aceita que haja cônjuges no mesmo setor e em relação de chefe/subordinado?

(  ) Houve uma aproximação de ambas as partes? É recíproco?

(  ) O relacionamento foi assumido perante a chefia, para que ela decidisse o que é o melhor a ser feito?

(  ) Caso a chefia tenha aceitado e mantido os dois na condição de chefe/subordinado, o relacionamento está influenciando negativamente seu bom desempenho profissional?

(  ) O relacionamento já influenciou alguma vez em uma decisão? Por exemplo: optou dar um novo trabalho/aumento/bônus ao cônjuge, tudo por causa do vínculo emocional. Não avaliou o lado racional.

(  ) Promoveu o cônjuge, mesmo sabendo que ali há profissionais mais competentes e melhores para o perfil de gestão.

(  ) Houve brigas e o relacionamento atrapalhou seriamente o trabalho. O clima ficou pesado e chato, mesmo com os colegas do escritório.

(  ) Os colegas de mesmo nível hierárquico do subordinado se sentem injustiçados com o tratamento e as preferências que o chefe dá ao parceiro.

(  ) O chefe deixou de dar satisfações/ser sociável com pessoas do sexo oposto devido ao ciúme do parceiro.

(  ) O relacionamento fica “indo e voltando”, ou o casal vive brigando, e isso atrapalha o clima da empresa.

(  ) Terminou. Cada um está na sua, mas continuam sendo colegas. Após isso, um não respeita mais as ordens do outro, não fala com o outro ou dá um jeito de faze-lo sofrer (como tarefas excessivas ou desnecessárias).

Este teste serve como uma autoavaliação. No começo do relacionamento, ele deve ser assumido perante os responsáveis diretos dos dois. Quanto mais alternativas foram marcadas (tirando as quatro primeiras, que são pré-requisitos necessários para seguir adiante e sem problemas com colegas e chefia), mais o relacionamento está influenciando no bom desempenho profissional. O resultado, vocês já sabem: pode resultar no desligamento de uma ou ambas as partes. Faça as escolhas sabiamente, todas, sejam positivas ou negativas, tem desdobramentos calculáveis.

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Por Bernt Entschev

O artigo foi originalmente publicado no Caderno Classificados, da Gazeta do Povo. Clique aqui ou na imagem abaixo para acessar o local original de publicação.

Namoro no trabalho

Todos os anos bato na mesma tecla. No jornalismo chamam isso de “pauta NQM (nem que morra)”, ou seja, pautas que sempre serão abordadas por causa de datas, épocas ou acontecimentos. E, como considero de suma importância falar sobre os relacionamentos amorosos dentro das organizações, venho novamente abordar o assunto. Afinal, é ou não é proibido ter relacionamento amorosamente com seu colega de trabalho? Não há uma resposta, pois cada empresa possui uma cultura diferente. 

Infelizmente, porém, não mandamos nos nossos sentimentos e pode ser que a paixão nos arrebate a qualquer momento, justamente por aquele colega que senta ao nosso lado. É aí que eu entro na história… se isso tiver acontecido com você, é importante tomar alguns cuidados:

Conheça a cultura da empresa

Sempre que entramos numa nova organização é fundamental conhecermos a sua forma de agir e reagir diante de algumas situações. Isso evita que façamos coisas que não condizem com sua forma de pensar. Todas as empresas possuem regras e quando você aceita trabalhar numa delas, aceita também suas regras e, por isso, deve segui-las à risca, caso queira continuar ali. Se na sua empresa é proibido se envolver amorosamente com seus colegas de trabalho, entenda que você precisará tomar uma decisão. Talvez, pedir demissão seja a solução.

Comunique seu chefe

Se, por um acaso, você se viu apaixonado por um colega de trabalho, a primeira atitude que deve ser tomada é o comunicado ao che­­fe. Sei de alguns casos onde os funcionários, por medo de represálias, preferem esconder o enlace. Porém, convenhamos, mais cedo ou mais tarde as pessoas descobrirão. Um casal vai à shoppings, shows, bares, festas e sempre estarão correndo o risco de serem flagrados nos momentos de lazer por algum colega de trabalho. Esconder não é uma atitude inteligente. E, se você teve coragem suficiente de assumir um namoro, é melhor que tenha a mesma coragem para avisar seu chefe sobre o ocorrido. Lembre-se, isso é seu dever, não um favor que faz à empresa. Porém vale um alerta: esteja preparado para as consequências. Algumas empresas aceitarão tranquilamente o fato, outras verão isso como um motivo justo para uma demissão.

Namoro assumido, cuidado dobrado

Se você já contou para seus chefes e eles aceitaram a situação, chega a hora de respeitar ao máximo seus colegas de trabalho. Am­­biente de trabalho é feito para trabalhar e não para ficar trocando carinhos. O casal deve entender que suas intimidades devem ser deixadas de lado quando estiverem na empresa. Nada de beijos, abraços e demonstrações exacerbadas de carinho. Outro cuidado importante é a discrição ao presentear. Alguns casais têm o costume de mandar flores, cestas de café e homenagens ao amado no ambiente de trabalho. Quando o casal trabalha junto, isso deve ser evitado. Pode não parecer lógico, mas quando os dois estão no mesmo ambiente profissional, tudo que outros casais fazem deve ser evitado. Digo isso porque as reações tendem a ser melosas demais, e, como disse anteriormente, qualquer demonstração mais aguçada de carinho deve ser poupada da relação na presença de colegas de trabalho.

Na festa da empresa e no happy hour

Acredito que as únicas situações em que os abraços (discretos) são permitidos são em festas corporativas e happy hour. Mas, com uma ressalva: se a festa for destinada apenas aos colaboradores, ainda assim o contato físico deve ser evitado. Os abraços e mãos dadas só são permitidos se os cônjuges forem convidados para a festa, assim vocês não serão os únicos casais da festa.

Por fim, se me perguntarem se sou a favor ou contra de namoros dentro da empresa, diria que sou contra. No trabalho devemos ter foco e muitos profissionais ainda são muito imaturos no que diz respeito a relacionamento interpessoal. Pior ainda se entre seus colegas tiver um relacionamento amoroso. Por outro lado, defendo a ideia de que todos nós precisamos ter o lado emocional bem cuidado… se o seu grande amor trabalha com você, o que se pode fazer? Apenas, assumir o risco e dar a cara a tapa.

Teste

1) Você está sentindo uma atração por alguém do trabalho:

a) Você segue os instintos sem sequer calcular riscos ou as consequências possíveis de algo não planejado.

b) Sabe que não pode controlar as emoções, mas tem cons­ciência de que deve ir com calma.

2) Você está em um relaciona­mento com alguém do trabalho:

a) Tenta esconder de qualquer forma: inventa mentiras, pede ajuda a colegas próximos para disfarçar, nega com veemência.

b) Já deixa claro que trabalho é lugar de trabalhar, não para se distrair com afetos, deixar o ar cheio de dúvidas.

3) Você percebe que há fofocas e comentários no ar:

a) Decide assumir e comunicar o superior (você e a pessoa) para evitar que boatos coloquem o emprego de ambos em risco.

b) Combina com o outro para não “bobearem” mais no ambiente de trabalho, continuam escondendo, mas com cuidado redobrado.

4) O casal decidiu assumir à chefia o relacionamento, a empresa então:

a) Reconheceu o seu relacionamento mas não o aprova. Você se compromete e tenta um acerto. Diz que vai separar o trabalho do relacionamento e que isso não afetará, de maneira alguma, sua produtividade. Propõe até mesmo trocar de setor/cargo se for necessário.

b) Não o aprova e você admite que não conseguirá separar as coisas e também nem prefere imaginar como ficariam as coisas no ambiente caso houvesse, por exemplo, uma separação.

Como está no texto, a ética, o profissionalismo e a maturidade devem prevalecer com todos. Esconder um relacionamento é como esconder um grande problema: cedo ou tarde descobrirão, e o preço geralmente é mais caro do que assumir a verdade. Assuma somente quando tiver certeza do que quer e que não será algo passageiro.

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Por Bernt Entschev

O artigo foi originalmente publicado no Caderno Classificados, da Gazeta do Povo. Clique aqui ou na imagem abaixo para acessar o local original de publicação.

 

E se o cupido entrar na minha empresa?

Já vi muitos casos que começaram secretos e deram certo. Mas a maioria – acreditem – acaba trazendo muita dor de cabeça aos envolvidos

 

Todo mundo se apaixona. Há pelo menos um dia na vida em que, simplesmente ao ver alguém, o coração bate mais forte. E todo mundo sabe que não há lugar nem hora certa para ser pego de surpresa pelo cupido. E se, baseado nessa premissa, a paixão acontecer por alguém do ambiente de trabalho? Embora eu não concorde com o movimento, já vi muitos casos, inicialmente secretos, darem certo. Mas, a maioria, acreditem, acaba trazendo dor de cabeça tanto para os funcionários envolvidos, como para seus chefes.

Antes de tudo, lembro que no ambiente de trabalho devemos tratar de assuntos corporativos. A partir do momento que, neste ambiente, começam a tomar como prioridade os assuntos particulares, aí temos um problema. Um destes exemplos é um eventual romance, que pode comprometer o desempenho dos apaixonados.

Mas como não podemos controlar nossas emoções como gostaríamos (e desligar isso durante o expediente), caso isso ocorra, o mais prudente é comunicar aos gestores a situação, para que, se necessário, medidas sejam tomadas. Ainda mais se tratando de algo que, na grande maioria dos casos começa de forma secreta, sou da premissa que “mentira tem perna curta”. Para encobrir seu casinho, terá que contar uma mentira, depois outra, e outra e, quando se der contar, estará perdido entre suas próprias mentiras.

 

Claro que há exceções, há empresas que são tão grandes que, dentro de um complexo industrial, onde circulam milhares de pessoas diariamente, o controle se torna mais difícil – principalmente quando são pessoas de diferentes setores e que dificilmente se vêem. Também há empresas que permitem em sua cultura este tipo de relacionamento, desde que se respeitem algumas regras.

Não posso deixar de citar os casos passageiros. Estes devem terminar o quanto antes. Rumores nunca são bons à reputação de ninguém e outra: empresa não é lugar de paquera. Porém, se você tiver se apaixonado por um colega de trabalho e a empresa aceitou essa situação, aqui estão algumas regras básicas que devem ser seguidas à risca.

Controlando o (excesso de) amor

Primeiro: Discrição. Por mais que a empresa libere o relacionamento, não é cabível qualquer tipo de tratamento amoroso, carinhos, chamegos e demonstrações públicas de afeto (beijos e abraços calorosos, mãos dadas, etc.). Lembre-se: no ambiente corporativo o comportamento deve ser o mais profissional possível. E claro, nada de brigas com seu parceiro dentro da empresa.

Segundo: Sobre presentes e surpresas. É comum ver em datas de aniversário de relacionamento e dias dos namorados a entrega de presentes e buquês de flores. Dentro da empresa, o casal deve agir da mesma forma. A entrega pode até ser feita, desde que seja através de um entregador e os agradecimentos, reservados para depois do serviço.

Terceiro: Ferramentas de comunicação. Programas de conversa e e-mail são de uso exclusivamente corporativo, não para bater papo. Não abuse destas ferramentas para saber por que seu companheiro está atrasado para o trabalho. Lembre-se que, dentro da empresa, vocês são colegas e nada mais que isso.

 

Fonte: Blog Vida Executiva – Revista Amanhã
Autor: BERNT ENTSCHEV
Artigo publicado em 11/01/11.
Disponível em:
http://www.amanha.com.br/blogs/92-vida-executiva–por-bernt-entschev/1300-e-se-o-cupido-entrar-na-minha-empresa


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