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Descruze os braços, seja proativo

Quanto por cento você dá de si mesmo à empresa? Você sempre entrega o que lhe pedem? Se a primeira resposta veio até os “100%”, e a segunda é resumida com um singelo “sim”, eu diria que é possível aprimorar, e muito, este potencial de retorno melhorando a sua iniciativa/proatividade.

A intenção inicial é dar uma “cutucada” na atitude das pessoas, que involuntariamente responderão exatamente o que está abaixo das perguntas. Mas analisando friamente a situação, isto vai além daquela história do copo meio cheio ou meio vazio – que já virou praticamente lenda por aí.

Fazer o que a empresa ou o chefe pedem é relativamente fácil – qualquer um pode fazê-lo, desde que tenha a qualificação necessária. A diferença está no extra. Não que o mercado não procure os profissionais operacionais, estes são muito demandados, mas os proativos são os que geralmente conseguem dar voos mais altos. E como se tornar um profissional proativo?

Sabe aquela pessoa que, primeiramente, bate de porta em porta para pedir emprego? Aquela que além de entregar o relatório, elabora um outro documento com sugestões de aprimoramentos para a área? Aquela que além de voltar com a passagem de avião do chefe, trás também a previsão do tempo, com a agenda cultural da semana e uma relação de restaurantes próximos ao hotel? Aquela que lê e pesquisa sobre a área de trabalho, mesmo que não lhe peçam para fazer isso, mas somente com o intuito conseguir trazer e apresentar novidades para a empresa? Acho que consegui traduzir um pouco do espírito do proativo.

Esse espírito, aliás, geralmente está naquelas pessoas inquietas, que dificilmente se acomodam, que a rotina lhes incomoda, e isso as motiva a buscar sempre mais. Não se trata de ganância por mais poder ou uma promoção, mas sim o utilizar de maneira inteligente a criatividade que todo ser humano tem para oferecer melhorias ao trabalho.

Geralmente as pessoas comparam esse tipo de perfil (proativo) com pessoas comunicativas, que falam com todo mundo e são muito relacionais. Diria que isso é um grande engano. A capacidade relacional é totalmente distinta da capacidade de inovação ou da criatividade. Muitas dessas pessoas, grandes cabeças pensantes, são pessoas extremamente tímidas. E há maneiras de fazer essas pessoas botarem para fora o mundo de ideias que possuem.

Não há ainda uma maneira de adivinhar o que os outros pensam, mas os tímidos podem conversar com o chefe ou com colegas próximos e pedir que lhe incluam mais em projetos diferentes, que peçam mais sua opinião etc. Com isso, naturalmente a pessoa irá desenvolver sua capacidade relacional, além de poder mostrar suas sugestões e pensamentos aos colegas.

Profissionais que vivem de braços cruzados, não oferecem ajuda aos colegas, não pensam diferente, não procuram inovar e ficam somente no feijão com arroz de sempre estão, infelizmente, com os dias contados. As empresas querem cada vez mais pessoas flexíveis, capazes de refletir sobre aquilo que produzem.

Por fim, deixe de lado a preguiça. Descruze os braços, arregace as mangas. Se conseguiu fazer seu trabalho todo num curto espaço de tempo, parabéns! Mas o que mais você pode fazer? Será que ninguém precisa de sua ajuda? Será que não é hora de sugerir algo novo? Pense no seu futuro… se for para crescer, você precisará absorver mais responsabilidades, que vão muito além do que você faz hoje.

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Por Bernt Entschev

O artigo foi originalmente publicado no Blog Vida Executiva, da Revista Amanhã. Clique aqui ou na imagem abaixo para acessar o local original de publicação.

Descruze os braços, seja proativo

Você vai além do que esperam de você? Pense na seguinte situação: você é contratado para uma determinada função que, por incrível que pareça, não toma 100% do tempo em que você está na empresa. O que você faz? Aproveita o tempo restante para bater papo no Skype, ligar para aquele amigo para marcar a balada do fim de semana e vai até o canto do cafezinho conversar com outros colegas de trabalho; ou aproveita o tempo restante para adiantar o que pode ser adiantado e para pensar em inovações que podem ser úteis no ambiente de trabalho.

O mercado busca hoje profissionais com a tal da proatividade. Mas o que seria isso exatamente e como ela se aplica no dia-dia?

O profissional proativo é aquele que vai muito além do que pedem pra ele. É aquele que quando você pede para comprar uma passagem aérea para aquela reunião dali dois dias, ele já volta com a passagem, a previsão do tempo, a reserva dos hotéis, dicas de restaurantes próximos ao hotel e agenda cultural. Ou então, é aquele profissional que lê muito sobre sua área de atuação para sempre ter boa fundamentação em suas opiniões, além de sugerir constantes melhorias aos seus gestores.

Pessoas com esse perfil normalmente são muito inquietas, pois não se acomodam com o fácil, não se satisfazem com a rotina, querem sempre mais. Não se trata de ganância, pelo contrário, são pessoas criativas que acreditam que sempre há uma forma de melhorar determinado trabalho. Nunca estão paradas, pelo contrário, elas ficam eternamente em movimento, atentas ao que o mundo tem de novo para oferecer e, com isso, angariar ideias para oferecer também o melhor à empresa e à sua própria vida.

Do outro lado estão os profissionais que vivem de braços cruzados. Sabe aquele que vê que o colega precisa de ajuda e nada faz, mesmo que seu trabalho já tenha sido feito? Normalmente, esse profissional vive soltando frases como: “eu não sou pago pra isso”; “esse não é meu trabalho”; “se me pagarem hora extra, eu faço”. Aonde será que essas pessoas querem chegar?

Sempre digo que um profissional top, daquele que está nas camadas mais altas da pirâmide não trabalha oito horas por dia, cinco dias por semana. Eles trabalham muito mais que isso, e esse é um dos motivos que os fizeram chegar aonde chegaram.

Em qual dos dois times você se encontra? Com quais características você se identificou mais? Espero, sinceramente, que tenha sido com o perfil proativo, pois do contrário tenho uma notícia não muito promissora a você: os seus dias estão contados.

As empresas têm se tornado intolerantes com profissionais acomodados. Elas querem o contrário disso, querem profissionais que resolvam seus problemas. Não tenho dúvidas de que alguém que espera tudo cair do céu e só faz o feijão com arroz não é tão capaz de resolver os problemas mais esdrúxulos que aparecerem no caminho.

Se for para aconselhar a esse respeito, eu diria: leia bastante, sobre diversos assuntos e, principalmente, sobre o movimento que o seu segmento anda fazendo. Ler ajuda a ser criativo, ter ideias diferentes e demonstrar o quão antenado sobre as últimas novidades você está. Sendo assim, não tenha medo de opinar e de sugerir mudanças, afinal, melhor receber um “essa ideia não é muito boa, mas podemos melhorá-la assim” do que um “você não tem nenhuma ideia?”.

Por fim, deixe de lado a preguiça. Se você está no escritório é para trabalhar e não para bater papo. Se conseguiu fazer seu trabalho todo num curto espaço de tempo, parabéns! Mas o que mais você pode fazer? Será que ninguém precisa de sua ajuda? Será que não é hora de sugerir algo novo? Pense no seu futuro… se for para crescer, você precisará absorver mais responsabilidades, que vão muito além do feijão com arroz que você faz hoje.

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Teste

Ser um profissional bom é diferente de ser um as. Vejamos como está sua dedicação e iniciativa para ser aquele que faz a diferença:

(  ) Procura sempre estudar. Pós, MBA, idiomas, cursos, intercâmbios, viagens.

(  ) Procura sempre notícias sobre assuntos diversos, mas principalmente sobre o mercado e sua área de atuação, seja no jornal, rádio, televisão, internet.

(  ) Realiza os afazeres com esmero para poder colocar novas ideias em prática.

(  ) Busca ajudar colegas com problemas ou trabalho demais.

(  ) Com as novas ideias que tem, procura promover treinamentos e sempre dar orientações aos colegas, visando beneficiar todo o grupo.

(  ) Mesmo que não participe de reuniões importantes, você sempre leva suas anotações e considerações importantes ao seu chefe para que ele procure implantá-las.

(  ) Nas reuniões, por mais que não seja do tipo “falador”, sempre procura dar pelo menos uma opinião embasada, seja para concordar ou um bom motivo para discordar ou mesmo para alterar a ideia proposta.

(  ) Acha importante ter iniciativa em diferentes tarefas, afinal, “quem não é visto não é lembrado”.

Se você marcou a maioria das questões, parabéns! Você está no caminho e certamente já é um profissional que chama a atenção por algum motivo: seja pela iniciativa, pela inteligência ou ideias brilhantes. Você já sabe agora em que pontos deve aprimorar para chegar lá. Mas se a tinta da caneta mal chegou a tocar o jornal, cuidado! De duas, uma: ou você está fadado a virar um velho livro na prateleira da empresa, e não se mover a nenhum lugar, ou o caminho da rua pode estar lhe esperando. Mexa-se, levante a poeira e mostre para o que você veio (se isso é o que você quer)!

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Por Bernt Entschev

O artigo foi originalmente publicado no Caderno Classificados, da Gazeta do Povo. Clique aqui ou na imagem abaixo para acessar o local original de publicação.

Acomodado estás, acomodado permanecerás

Eu tenho certeza de que quando você ler a história de hoje identificará um colega com quem trabalha ou já trabalhou em algum momento de sua vida, pois os escritórios estão cheios de pessoas assim, infelizmente.

Danilo e Gabriel eram colegas de trabalho há pouco mais de um ano quando tomei conhecimento dessa história. Engraçado como as pessoas nem mesmo percebem suas falhas e, pior, curioso é como elas insistem em culpar as empresas pelos seus destinos profissionais. Eis a história dos dois…

Os jovens recém formados em administração de empresas souberam através de um professor que uma multinacional do ramo financeiro havia aberto um processo de trainee e ambos fizeram suas inscrições o quanto antes puderam. O processo durou cerca de um mês e tanto Danilo, quanto Gabriel, souberam que haviam sido selecionados no mesmo dia.

Tudo o que passaram nos primeiros meses de empresa, passaram juntos. Dividiram dúvidas, anseios, trabalho e recompensas. Os primeiros quatro meses foram realmente de ambientação. Ainda não tinham se acostumado com a rotina de um trainee, que acaba passando por algumas atividades diferentes, realmente com o intuito de conhecer melhor toda a cultura organizacional e seus processos, além de desenvolver sua capacidade de liderança.

Porém, ao se sentir um pouco mais à vontade com a rotina e com seus colegas de trabalho, Gabriel começou a colocar as manguinhas de fora. Sua postura mudou de repente e passou a rejeitar praticamente todos os pedidos que iam além daquilo a que ele havia se proposto a fazer, quando ingressara na organização.

Quando essa mudança de atitudes começou, Danilo chegou a estranhar o comportamento de seu colega, mas observou de longe para ver até onde ele ia. Diariamente era mais ou menos assim: acabavam-se as tarefas rotineiras e, enquanto Danilo buscava outras coisas para fazer, Gabriel sentava-se na frente do computador e ia navegar em sites sociais. Apesar de estranhar, Danilo não se sentia à vontade para alertar o amigo de que sua postura era inadequada e continuaram assim durante alguns meses até que os comentários chegaram à rádio peão.

Colegas falavam com desdém de Gabriel, apontando seu comodismo e falta de vergonha na cara por usar o tempo que deveria ser destinado às tarefas da empresa, em atividades irrelevantes. Por outro lado, comparavam-no à Danilo, elogiando o rapaz que além de fazer todo o trabalho esperado, vivia surpreendendo seus líderes com ideias criativas e uma proatividade invejável e admirável.

Ao tomar conhecimento de tais comentários, Gabriel se voltou contra Danilo. Acreditava que o colega era quem andava levantando esses questionamentos e, naturalmente, viu-se tomado por sentimentos de raiva e revanche contra o colega. Mas, não era nada disso! Danilo, na verdade, queria o bem de Gabriel, só não sabia como expressar isso. E, ao perceber que o colega vinha agindo de forma hostil, convidou-lhe para uma conversa.

Durante todo o diálogo, Danilo tentou deixar claro que suas colocações seriam feitas na tentativa de beneficiar o colega. Explicou que não se sentia no direito de chamar sua atenção, já que eram apenas colegas e não seu chefe, tão pouco amigo. Gabriel, por sua vez, sentiu-se ofendido com a intromissão de seu colega: “quem ele pensava que era para lhe dar lições de moral?”.

Passaram-se mais alguns meses naquela peleja e o rapaz não mudou sua postura. Pelo contrário, as coisas foram só piorando, sem contar seu relacionamento com Danilo que ficou extremamente desgastado. Recentemente houve uma promoção no setor e adivinha quem foi efetivado? Danilo agora é supervisor de Gabriel. A relação entre os dois não anda muito boa, pois Danilo já sabe de todos os “podres” que o colega possui. E Gabriel, por sua vez, não aceita os comandos do novo líder. Sente-se ofendido o tempo todo e não admite ter perdido para Danilo, a chance de crescer dentro da organização.

Eu não tenho dúvida de como será o desfecho dessa história. Uma pena, por competências técnicas, Gabriel merecia permanecer ali… mas pelas comportamentais!… isso é outra história.

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Por Bernt Entschev

O artigo foi originalmente publicado no Caderno Classificados, da Gazeta do Povo. Clique aqui ou na imagem abaixo para acessar o local original de publicação.

Você sofre com a falta de iniciativa?

As pessoas parecem ter medo de se voluntariar a atividades mais desafiadoras. Elas não devem temer estes projetos, mas sim tomar suas rédeas e aproveitar estes desafios para se desenvolver profissionalmente

Você gosta de arregaçar as mangas e partir para coisas novas? Se a resposta for positiva, provavelmente você seja uma pessoa com iniciativa e que sempre busca novidades. E se a resposta for negativa? Várias oportunidades, como uma promoção ou aumento salarial, podem ter passado ao seu lado e você nem se dado conta – ou simplesmente não ter feito nada para conseguir isso.

Analisemos o conceito da palavra iniciativa: ato daquele que é o primeiro a fazer ou lembrar de algo; desembaraço nas resoluções; atividade, energia; começo, princípio. Ou seja, ter flexibilidade para lidar com diferentes situações e problemas, e o ímpeto para ter a coragem de falar ou tomar a frente nas situações. Mas que tipo de ações podem mudar seu perfil e torná-lo mais proativo?

Muitas vezes os profissionais sabem o que devem fazer, mas não o fazem porque é o mais cômodo. Eis o erro. Há inúmeras atitudes que podem mostrar um perfil mais proativo – além disso, o mais perigoso que um profissional pode fazer pela sua carreira é ser acomodado.

As pessoas parecem ter medo de se voluntariar a atividades mais desafiadoras. Elas não devem temer estes projetos, mas sim tomar suas rédeas e aproveitar estes desafios para se desenvolver profissionalmente. Todos têm várias habilidades, mas ninguém saberá do que você é capaz se você não tiver a iniciativa de lhes mostrar.

Iniciativa envolve muito o “tomar a frente” em várias situações, como: voluntariar-se para um novo projeto, sugerir novas condutas e processos, antecipar-se às ordens do chefe, dar novas ideias à empresa ou ajudar um colega que esteja com problemas.

Um dos responsáveis por fazer os profissionais arriscarem mais ou menos é o medo. A percepção de “risco” e “arriscado” que cada um tem é o que faz a diferença na hora em que o profissional decide se voluntariar a um projeto desafiador ou ficar em segundo plano, esperando que alguém ocupe a vaga aberta.

Ao ajudar outras áreas, por simples e espontânea vontade, você desenvolve sua capacidade de conhecer novas atividades, fazer melhor o que já faz e – o que é muito valorizado – trazer novas ideias e novas formas de fazer. E isso ninguém tira mais de você, seja na empresa onde está hoje ou na próxima.

Se a pessoa tem problemas em se voluntariar para novas ações e tarefas, pode-se comunicar isso ao superior e dizer para que ele o inclua em reuniões e novos projetos. O que se ganha com tudo isso? Notoriedade. Maiores chances de promoção, salário, seu trabalho é mais divulgado e as pessoas confiam mais em você. Tudo isso por estar à frente dos outros e se mostrar sempre disponível. Simples, não?

Por Bernt Entschev

Artigo publicado no Blog Vida Executiva, em 21-02-11.

Para acessar o local original de publicação, clique aqui.

Abraços do Bernt!

Bernt Entschev – Iniciativa “Quem não aparece, não é lembrado”

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