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Festas empresariais – Por que fazê-las?
Ano vai, ano vem e alguns temas precisam ser abordados novamente quando a época chega, e as festas empresariais estão inclusas nessa lista. É geralmente após um longo e duro ano de trabalho que muitas empresas optam por fazer uma grande confraternização a todos os colaboradores. Nada mais justo. Após um ano de dedicação, ser presenteado com uma festa é uma dádiva por parte da empresa.
No artigo do ano passado, escrevi sobre as gafes que geralmente este tipo de evento esconde, e o que os colaboradores devem (ou não devem) fazer para evitá-las. O objetivo do artigo de hoje, na verdade, é mostrar algo além disso, porque participar (para os colaboradores) e porque realizar (para as empresas) estas festas é importante. Porém, antes de entrar no objetivo do artigo, não posso deixar de falar rapidamente das gafes, que infelizmente são recorrentes.
Primeiro: nunca beba. Se não resistir, que o faça muito moderadamente. Até mesmo os mais resistentes ao álcool estão suscetíveis a soltar abobrinhas para o chefe, ou pior, para a esposa dele; segundo, a festa não é “balada” e definitivamente não é o melhor local para paquerar aquele/a colega que você sempre teve uma queda; terceiro, “traje livre” não significa deixar todo o corpo à mostra. Preze pelo conforto, mas não exagere. Procure sempre adequar as roupas ao local onde a festa será dada; quarto e último, aproveite a festa, lembre que a empresa está investindo e comemorando o esforço de um ano inteiro de trabalho de seus colaboradores, independentemente se o resultado superou ou não as expectativas ou metas da empresa. Por isso, não seja reclamão “por que isso ou aquilo não está do jeito que você quer ou gosta”, a festa é um presente que a empresa está lhe dando!
Avisos dados, é hora da festa. Você já deve ter visto ou ouvido falar de vários tipos de festa. Cada empresa pode investir a verba disponível de uma maneira e dar um foco específico para o evento, tudo dependerá do “momento” da empresa. O momento pode ser de estouro ou retração nas vendas; pode-se estar com o clima empresarial abalado por brigas ou então embalado pela harmonia do grupo; pode estar em crise ou ter feito grandes investimentos recentemente. Tudo há que ser levado em consideração na hora de organizar um evento.
Geralmente o objetivo de uma confraternização empresarial é pura e unicamente o entretenimento dos colaboradores e/ou de seus familiares. Mas, caso o momento não seja bom, o relacionamento entre o grupo não esteja indo bem, ou o grupo esteja desmotivado, há uma série de outras opções disponíveis. Palestras motivacionais, workshops de atividades com intuitos para melhorias na empresa, atividades em grupo, atividades reflexivas, reuniões diferenciadas, por aí vai. Este tipo de atividade pode ajudar bastante o grupo a se motivar para o desempenho de suas atividades, redefinição de metas, definição e apresentação de novas estratégias e por aí vai. A participação efetiva dos colaboradores ajuda-os a se sentir integrados, com voz ativa nas decisões do grupo, além de parte da empresa.
Indo para o lado da diversão, por que é importante que os colaboradores participem da festa? Primeiro, é uma festa. No Brasil, não participar de uma festa é bastante incomum, geralmente só acontece quando há um acontecimento sério para isso. Segundo, ter a chance de passar um tempo com os colegas que você mais gosta, além de conhecer aqueles com que não convive ou conversa muito, com clima de festa é algo muito convidativo por si só.
Muitas empresas também estendem o convite à família do colaborador, o que pode ser muito interessante, dando a oportunidade que os familiares e colegas de trabalho finalmente se conheçam, ou não, caso o planejamento não seja bem feito é possível que os grupos fiquem “fechados” e não haja interação entre famílias e colaboradores.
Resumindo: felizmente, nunca participei de uma festa em que o resultado tenha sido negativo para a empresa ou que pessoas tenham brigado (fora uma gafe ou outra). O clima de festa que contagia toda a empresa antes, durante e depois do evento, e a criação de momentos únicos para todas as pessoas que colaboram com seu crescimento é algo que cria memórias extremamente positivas nas memórias de cada um e as ajuda a amar um pouquinho mais a empresa em que trabalham. Além disso, estar com o presidente da empresa, por exemplo, e conversar com ele de igual para igual sobre qualquer assunto (podendo estar inclusive no mesmo time de futebol da festa) é no mínimo algo que ajuda todos a se sentirem “menos profissionais” e cada vez mais colegas e amigos.
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Por Bernt Entschev
O artigo foi originalmente publicado no Caderno Classificados, da Gazeta do Povo. Clique aqui ou na imagem abaixo para acessar o local original de publicação.
De origem pobre, coração nobre
É simplesmente mágico quando dezembro começa. Estamos quase lá e muitos de vocês perceberão isso. O clima leve, o riso solto, os enfeites de Natal balançando ao vento e o espírito natalino tomando os corações dos escritórios e lares. Não é para menos. Tempos de festas animam a todos, ainda mais ao povo brasileiro. É festa em casa, é festa na empresa, sem falar nas já planejadas férias e dias de repouso extras entre Natal e ano novo. Esse clima me lembrou da história de Mateus.
O rapaz havia nascido em uma família pobre. Imigrantes nordestinos, sua mãe viajou a Curitiba e levou consigo os três filhos. Não muito tempo depois de se fixarem na cidade sua mãe ficou doente, e então Mateus começou a trabalhar para ajudar a mãe e aos irmãos.
Começou como um mascate. Era ambulante e vendia roupas de porta em porta. Conforme os negócios melhoraram, decidiu comprar uma pequena máquina de costura, e começou a fazer as próprias roupas para vender. Mais tarde, introduziu os irmãos ao ofício da costura e montou sua primeira confecção. Continuava como ambulante, porém, o lucro era muito maior. Contratou um, dois, cinco funcionários. Trabalhavam em uma salinha alugada no centro da cidade.
Nesse meio tempo, Mateus fez com que os dois irmãos menores estudassem muito. Queria que eles tivessem uma profissão séria no futuro, e não ficassem tentando a sorte como ele. “E se um dia os negócios forem mal e eu falir? Quero que vocês tenham futuro!”, dizia. Anos depois, os não mais pequenos irmãos conseguiram entrar na faculdade pública do estado. Motivo de orgulho para o irmão. A fábrica de confecções, portanto, ficou somente para ele. Mal ele sabia que tinha o dom para a administração.
Após, bem dizer, quase uma década e meia depois, a empresa tinha virado fábrica e empregava mais de mil funcionários. Sorte? Destino? Para ele nada disso tinha importância, o que importava era o fluxo de caixa no fim do mês, cada vez maior. O novo galpão de funcionários era enorme, e tinha sido construído por seu irmão caçula, então engenheiro civil.
Porém, uma coisa o incomodava tremendamente a cada fim de ano que chegava: nunca havia feito uma festa de comemoração com os funcionários, fosse de natal, fosse de qualquer coisa. A preocupação de Mateus era a verba que seria investida na confraternização.
“Eu não paro de contratar e tenho mais de mil funcionários! Por que é que eu vou fazer uma festa para eles? Se eu usar esse dinheiro na fábrica conseguirei aumentar bastante a produção e a qualidade dos produtos!”, pensava. Parece um pensamento digno de um bom empresário, mas um bom empresário também pensa no bem estar de seus funcionários – e disso ele estava esquecendo.
Em certo período, quando acertava os papeis de entrada e saída de funcionários, percebeu algo curioso. As pessoas que entravam em sua fábrica “duravam” aproximadamente um ano ou pouco mais disso na empresa. Além disso, quando uma delas saía, colegas que trabalhavam próximos não demoravam muito e também saíam da empresa.
Indagado, conversou com uma dessas funcionárias que estava pedindo para sair. “Olha Seu Mateus. Aqui a gente trabalha o dia todo, recebe nosso dinheiro no fim do mês e é isso. Nunca há nada de novo, é sempre a mesma coisa. Aí a rotina cansa”, queixou-se, com razão, a funcionária.
A indagação da moça fizera-o perder o sono por algumas noites. “O que há de errado com a minha empresa? Não quero ver meus funcionários tristes”. Em meados do meio de dezembro, a fábrica amanheceu cheia de cestas nas estações de trabalho. Os funcionários ficaram, e muito, felizes e agradecidos com o presente. Isso era algo inédito na empresa.
Percebeu também que não houve pedidos de demissão pelos seis meses seguintes. Os funcionários que estavam com um ano de casa aproximadamente, e teoricamente seriam os próximos a sair, ficaram por mais tempo na empresa, o que confirmou sua tese de que “funcionário feliz não deixa a empresa”.
Por mais simples que a cesta tenha sido, o ato é simbólico e também representa a gratidão da empresa pelo esforço dos funcionários o ano todo. A partir de então, Mateus adotou a prática. Conseguiu, desta maneira, reter seus funcionários mais experientes, além de ter a certeza de que fariam seu trabalho com mais gosto.
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Por Bernt Entschev
O artigo foi originalmente publicado no Caderno Classificados, da Gazeta do Povo. Clique aqui ou na imagem abaixo para acessar o local original de publicação.
Já deu vexame na festa da empresa?
A confraternização de fim de ano deve ser um momento de descontração, com bebida, música e muita risada, certo? Mas tome cuidado para não cometer nenhum deslize.
Depois de muitos meses de trabalho duro e suor, o fim de mais um ano se aproxima e, também, a confraternização da empresa. Um momento de descontração para relaxar e dar risadas com todos os colegas de corporação, regado a muita comida, bebida e música. Apesar de tudo, trata-se de um ambiente convidativo para excessos e desastres – que podem afetar seriamente a imagem de cada um.
É normal acabar relaxando – e esse, aliás, é um dos propósitos dessas festas. No entanto, as pessoas se esquecem de algumas regras básicas quando estão em uma situação que, apesar de ser diferente do habitual, envolve colegas que vemos todos os dias. Bem, vamos às dicas:

Comportamento
É normal do ser humano adaptar seu comportamento aos diferentes ambientes. As festas acabam virando centros de revelações, seja de comportamentos ou segredos. E isso pode custar mais caro do que você imagina. Qualquer comportamento ou atitude anormal pode lhe render algum apelido, o que muitas vezes não é nada fácil desvincular da imagem profissional. Você deve, sim, ficar mais relaxado, mas tome cuidado com os exageros e com o que fala, pois ainda está em um ambiente empresarial.
Comidas e bebidas
Geralmente, as confraternizações de fim de ano são verdadeiros banquetes e, como não poderia deixar de ser, muitas pessoas acabam comendo além da conta. Preste atenção para não deixar que o olho fale mais alto que a barriga. É possível, sim, comer um pouco mais e não pagar mico. Uma dica é repetir pequenas porções, afinal, fazer montes de comida em um só prato não é lá muito bonito. Quanto à bebida, a presença do álcool é comum – já que estamos lidando com adultos. Mesmo assim, algumas pessoas parecem ignorar suas responsabilidades e passam dos limites da sã consciência. Exagerar no álcool nunca é bom, em nenhuma situação. Todos sabem que a bebida é capaz fazer com que cometamos atos imperdoáveis.
Relacionamentos
Algumas pessoas misturam “festa” com “balada”, pensando que a confraternização da empresa é o local ideal para se aproximar de alguém. A festa não é balada, ponto. Não é o local ideal para paquerar ou dar uma investida naquela pessoa por quem se tem uma queda – por mais que o ambiente esteja descontraído. O propósito do encontro é recompensar os colaboradores pelo ano de trabalho. Só isso.
Fofocas também são proibidas. Embora seja comum ouvir cochichos pelos cantos, evite esse falar dos outros e, muito menos, fazer comentários maldosos. Além de ser perigoso, por estar em meio a muita gente (e isso ser passível de más interpretações), é totalmente antiético.
Se a festa permitir que você leve a família, leve. Apresente seu cônjuge e seus filhos aos colegas e aproveite. Confraternizações, independentemente do tipo e do propósito, são para que brindemos e aproveitemos, cada um à sua maneira. Desde que sempre dentro dos limites. Boas festas!
Artigo publicado em 06 de dezembro de 2010 no Blog Vida Executiva da Revista Amanhã. Clique aqui para acessar.



