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Conciliando carreira e filhos

Muitos profissionais sofrem com a falta de tempo e desejariam ter mais momentos com seus filhos, mas não o fazem devido ao trabalho. Claro, tudo varia de profissão para profissão, mas há dicas para que todos consigam ter um relacionamento saudável e que não deixem o trabalho sufocar o convívio e o relacionamento familiar.

Algo que acredito, todos notaram, foi esse movimento natural que os casais têm feito. Gestações mais tardias e um número menor de descendentes, cada casal com um motivo: estabilidade familiar, prioridade na carreira, aproveitar a juventude, dentre outros. Mas ter um filho é muito mais que isso tudo e envolve, querendo ou não, muito dinheiro. Há cuidados com alimentação, educação, mudanças na rotina etc. E como tudo nesse mundo, acredito que haja um meio termo.

Por princípio, quando se está com os filhos, é preciso esquecer o trabalho. Este é o momento de dedicação familiar e qualquer interferência externa pode atrapalhar. O tempo deles (cônjuge e filhos) deve ser somente deles. Outro fator que incomoda muitos pais é a culpa que eles tomam para si por “não terem tempo para ficar e se dedicar aos filhos” e, com isso, cedem a todos os desejos deles. Ninguém gosta de ter um filho taxado de “mimado”, certo? Este é o segundo ponto: os pais não devem baixar a guarda para o comportamento de seus filhos, só porque muitas vezes ficam praticamente o dia todo longe das crianças. Muitas vezes o mau comportamento da criança é sinônimo da falta de atenção dos pais, afinal, filhos querem atenção!

Falando sobre o cuidado deles, a ajuda de terceiros é, claro, sempre bem vinda, mas há que se ter limites quanto à alimentação e disciplina, principalmente. E, por mais que se esteja longe, há artimanhas que podem ajudá-los a não ficarem com aquela impressão de que tem “pais ausentes”. Uma dessas dicas é ligar, vez ou outra (mas não sempre), para perguntar como estão, o que estão fazendo, enfim, bater papo. Outra alternativa que vejo muitos profissionais fazerem, é dedicar dois, três almoços por semana em casa (ou outro lugar), com a família. Isso ajuda a manter o contato também.

Para quem viaja muito, a dica é dedicação e qualidade no tratamento. Faça os momentos com os pequenos serem verdadeiros e intensos, e isso vale para qualquer situação. Crianças têm uma empatia e inteligência muito fortes, e percebem quando os atos não vêm do coração. Se você der carinho e atenção na dose certa, eles jamais se sentirão abandonados. Claro que é difícil, para muitos pais, pensar separadamente e de forma lógica sobre o filho, afinal, o amor é incomensurável neste caso.

Todos precisam fazer escolhas o tempo todo na vida. Se você escolheu ter uma carreira que necessite dedicação extrema, dedique-se. Da mesma maneira, se escolheu ser pai, dedique-se também ao seu filho, mas sabendo dosar as medidas de cada um, e o horário de cada qual. O meio termo, como sempre digo, é fundamental.

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Por Bernt Entschev

O artigo foi originalmente publicado no Blog Vida Executiva, da Revista Amanhã. Clique aqui ou na imagem abaixo para acessar o local original de publicação.

 

Vídeo – Como conciliar carreira e filhos?

Artigo, dicas e teste – Como conciliar carreira e filhos?

Como conciliar carreira e fi­­lhos? Essa é a principal per­­gunta que os jovens ca­­sais têm feito antes de se aventurar a serem pais. Não é à toa que as famílias têm ficado cada vez mais enxutas, com um ou dois fi­­lhos, no máximo. Além, é claro, de as mães optarem por gestações mais tardias. Esse é o novo cenário da família brasileira e a principal preocupação são os altos custos com a criação e educação de um fi­­lho e, principalmente, a conciliação com o desenvolvimento profissional dos pais.

Preocupo-me com o que vejo acontecer com muita frequência nas organizações. Ou as mães abandonam suas carreiras para se dedicarem exclusivamente à criação dos filhos, ou os deixam, cada vez menores (com dois ou três meses) sob os cuidados de terceiros. Acredito que exista um meio-termo. É fundamental ponderar sobre o que é melhor para todos os envolvidos, inclusive, e principalmente, para as crianças.

Muitos psicólogos defendem a te­­se de que é melhor qualidade do que quantidade. Infelizmente, to­­ma­­mos conhecimento quase que dia­­riamente, sobre maus pais que abu­­sam do poder sobre esses pe­­quenos inocentes para fazer o que bem entendem. Por isso acredito que muito mais vale pais que não estão sempre presentes, mas que, quando em contato com os filhos, lhes dão carinho e amor genuínos.

A presença dos pais é fundamental na estruturação da personalidade de uma criança. Porém essa verdade não pode servir como forma de intimidação. Há formas e formas de ser presente, sem prejudicar o seu trabalho. O primeiro passo é saber escolher quem cuidará dos pequenos durante o tempo em que os pais estão fora. Se for uma babá ou empregada, é extremamente necessário ter confiança. Não dá para contratar qualquer pessoa, sem saber referências. Se for alguém da família como avós, madrinhas ou tias, fica tudo muito mais fácil. Mas, mesmo assim, para a boa criação do seu filho não seja comprometida, é fundamental que quem cuide obedeça às regras criadas pelos pais. Nada de mimos de avó ou manias de babás.

Esse tipo de cuidado garante a tranquilidade dos pais enquanto estiverem no trabalho, fundamental para um bom desempenho profissional. Afinal, o que não pode acontecer de maneira alguma é que a mãe (ou o pai) esteja no escritório de corpo presente, porém com a cabeça em casa, nos horários do filho.

Para os pais que viajam muito, a dica de qualidade vale em dobro. Não adianta se culpar pela sua ausência. Para compensar o tempo que ficar fora, ao chegar em casa, dedique-se de forma sincera aos pequenos. Brinque, passeie, ajude nas tarefas escolares e demonstre o verdadeiro amor que sente por eles. Jamais faça isso de forma forçada. Crianças são muito sensíveis e percebem quando não há honestidade em seus atos. Elas acabam se sentindo culpadas e tenho certeza de que nenhum pai quer que seus filhos se sintam assim.

Por outro lado, é necessário que as crianças tenham limites. Não é porque você precisa se ausentar por causa do trabalho que, quando estiverem com você, poderão fazer o que bem entender. Alguns pais sentem-se tão culpados por não estarem em tempo integral (muito comum em casos de pais separados) que acabam fazendo todas as vontades de seus filhos. E não é assim que banda toca. Pelo contrário, eles precisam se sentir amados e não recompensados. Se você é capaz de dar amor de verdade, não precisará se render às vontades de um ser que não pode, em hipótese alguma, ter o controle da situação. Você é o pai, você quem define as regras. Crianças são muito mais inteligentes do que podemos imaginar. Se você der carinho e atenção na dose certa, eles jamais se sentirão abandonados.

Escolhas precisam ser feitas o tempo todo em nossas vidas. Se você escolheu (e teve a oportunidade) ter um bom emprego, dedique-se a ele. Da mesma forma, se escolheu ser pai, dedique-se também ao seu filho. Tudo na sua medida e na sua hora. Não prejudique sua vida, pelo fato de ter limitações com um filho. E, muito menos, prejudique a criação do seu filho, por ter um emprego que lhe toma muito tempo. O meio-termo, co­­mo sempre digo, é fundamental.

TESTE

Você está preparado para conciliar carreira e filhos?

1. Você vai contar para o seu chefe que está grávida. Você:

a) Conta a novidade feliz e comemorando.

b) Conta meio sem jeito, pois sabe que daqui pra frente poderá se tornar um peso para a empresa.

2. Você está casada há um bom tempo e tem desejo de ter filhos. Você:

a) Conversa com seu marido a respeito.

b) Prefere deixar mais pra frente pra não atrapalhar a carreira.

3. Você trabalha o dia todo, chega em casa cansado(a) e seus filhos querem brincar. Você:

a) Anima-se e cai na brincadeira com eles.

b) Diz que está cansado(a) e outro dia brincará com eles.

4. Você chega em casa e seus filhos querem atenção, mas você tem de finalizar um relatório importante. Você:

a) Dedica um tempo a eles e depois vai trabalhar.

b) Dá um brinquedo de presente pra cada um e se fecha no escritório.

5. Você deixa seus filhos em casa com a babá e:

a) Liga pelo menos uma vez ao dia e deixa o celular disponível para alguma necessidade.

b) Liga várias vezes ao dia pra se certificar se os filhos almoçaram na hora certa, dormiram, lancharam etc.

6. No trabalho, por vezes é necessário fazer hora extra. Você:

a) Procura se programar para que seus filhos não fiquem sozinhos nesses dias. Caso não dê certo, negocia com a empresa.

b) Dá um jeito. Se não ficar, tem medo de perder o emprego.

7. É final de semana. Você deu duro a semana inteira e:

a) Faz um programa bem divertido com toda a família.

b) Só quer saber de dormir e passar o dia no sofá.

8. Hoje é dia da apresentação de balé da sua filha.

a) Negocia na empresa e sai mais cedo para assisti-la.

b) Não vai, afinal , tem de trabalhar.

Assumir uma carreira profissional e cuidar dos filhos não é tarefa fácil. Se você escolheu na maioria das questões a alternativa “a”, você está de parabéns.

Você parece estar dando conta do desafio.

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