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Cursos de pós-graduação perdem credenciamento especial do MEC
CNE decide não reconhecer estudos de especialização não vinculados a uma instituição de ensino superior. No Brasil, 130 entidades são atingidas, 10 delas são do Paraná
O Conselho Nacional de Educação (CNE) decidiu revogar o reconhecimento de cursos de pós-graduação no Brasil que não sejam oferecidos por instituições de ensino superior, com exceção daqueles oferecidos por órgãos do governo. No país, 130 entidades não educacionais, como escolas de negócios ou associações de classe, gozavam de um credenciamento especial doMinistério da Educação (MEC) para oferecer cursos de especialização e serão atingidas pela medida. Dez delas são do Paraná (veja a lista ao lado).
De acordo com a Secretaria de Regulação e Supervisão do Ensino Superior (Seres/MEC), o motivo principal dessa decisão é de caráter jurídico. O credenciamento especial era uma exceção à regra prevista no artigo 44 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) que dá apenas às instituições de ensino superior a faculdade de oferecer cursos de especialização. A Secretaria admite também, mas não como causa principal, que essa brecha na lei começou a se desvirtuar com o tempo. Por isso, o CNE optou por permitir que esses cursos continuem funcionando, mas sem a acreditação do MEC. A exceção dada às escolas do governo, justifica a Secretaria, deve-se ao caráter de interesse público dessas instituições.
Repercussão
No país, entidades como a Fundação Cabral, em Belo Horizonte, uma das melhores escolas de negócios do mundo, estão tentandorecorrer à justiça da decisão do CNE. Outras ainda estão avaliando qual é o melhor caminho a seguir, como o Instituto de Direito Romeu Felipe Barcellar, em Curitiba. “Com a decisão do CNE, as instituições que oferecem cursos de excelência podem perder a sua credibilidade. O ato também é discriminatório, pois permite que os cursos de entidades governamentais não educativas continuem funcionando”, lamenta Daniel Hachem, coordenador de cursos do Instituto.
Mercado
Na avaliação do headhunter Bernt Entschev a medida do CNE parece tentar “purificar” oensino superior, assaltado por uma enxurrada de novos cursos de pós-graduação. Segundo ele, o título dado pelo MEC ainda é importante nos processos seletivos, mas essa situação tende a mudar. “Com o tempo, as boas instituições vão ter credibilidade com ou sem o credenciamento do MEC, como já ocorre em outros países. Mais do que um aval governamental, o que fala mais alto são os produtos de uma empresa, e os produtos dessas entidades são as pessoas. Quando os alunos desses cursos estiverem cada vez mais em altos cargos, com qualidade e produtividade, possuir o reconhecimento do governo será supérfluo”, finaliza.
Interatividade
O que você acha da medida tomada pelo CNE? Pensa que isso vai prejudicar as instituições ou quem tenha feito os cursos em questão? Deixe seu comentário abaixo!
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O seguinte artigo foi publicado na seção Vida Universitária, do Jornal Gazeta do Povo. Para acessar o local original de publicação, clique aqui ou na imagem abaixo.
Matéria por Denise Drechtel
Abraços do Bernt!
Conversa S/A discute o futuro dos recém formados
Saiu da faculdade e não sabe o que fazer do futuro? Como entrar no mercado de trabalho? O que é melhor: uma pós-graduação ou um programa de trainee? O Conversa S/A desta semana tenta ajudar jovens e recém-formados a pensar no futuro. Para falar sobre o assunto, Wilson Soler recebe o consultor Bernt Entschev.
Para assistir ao programa, clique aqui ou na imagem abaixo.
Abraços!
Comece sua carreira com o pé direito
Não são só nos casos de cargos estratégicos que há escassez de mão de obra, ultimamente. Recentemente vi uma reportagem em que se apontava uma grande falta no mercado, os estagiários. O problema nesse caso é a falta de jovens querendo trabalhar. A maioria deles, envolvidos pelos prazeres da juventude, só quer saber de festas, carnaval que está chegando e de ficar junto dos amigos que nada fazem. O que me entristece é saber que esses jovens têm perdido oportunidades que talvez não venham a ter novamente.
O estágio é uma fase por qual todos os profissionais deveriam passar. Vide o exemplo dos médicos que, ao sair da universidade, precisam cursar anos de residência, que nada mais é que um estágio… um tempo em que eles terão a oportunidade de colocar em prática tudo aquilo que aprenderam durante anos de estudo, sob a supervisão de médicos mais experientes. Seria uma irresponsabilidade muito grande se esses jovens médicos saíssem da universidade operando e diagnosticando a torto e a direito sem a menor experiência. E por que nas outras profissões seria diferente? De jeito nenhum!
A diferença é que na maioria dos estágios, a bolsa para os jovens profissionais é muito baixa o que, de certa forma, acaba não os atraindo. Venho aqui, porém, para falar tanto para os estagiários, quanto para as empresas, pois acredito que ocorram erros graves por ambos os lados.
Aos estagiários
É importantíssimo saber reconhecer a oportunidade que se tem nas mãos. Estagiar é poder aprender com profissionais experientes tudo aquilo que você aprende na teoria, enquanto na graduação. É nesse momento que você poderá se dar ao direito de errar, já que está ali para aprender e, como o próprio nome já sugere, é uma fase que você terá que passar para alçar voos mais altos. Conheço inúmeras histórias de profissionais que iniciaram suas carreiras como estagiários em pequenas ou grandes empresas, e lá puderam crescer e mostrar seu verdadeiro talento.
Porém, há algumas regras que precisam ser zeladas. Uma das mais importantes é a humildade (isso vale para qualquer profissional). É que a nova geração que tem tomado conta das corporações nos últimos anos é um tanto quanto agressiva. Por um lado, isso é excelente, pois proatividade é uma das características mais valorizadas dos últimos tempos. Por outro lado, essa agressividade vai de encontro ao modo de fazer negócio da maioria dos gestores (ainda da geração passada), o que faz com que isso não seja visto com bons olhos pela organização. Essa agressividade a que me refiro é a ansiedade para as coisas acontecerem, ou a insubordinação e falta de reporte no momento e hora que isso seria extremamente necessário.
Os jovens precisam ficar atentos de que a empresa não é uma extensão de sua casa e que lá eles precisam agir com moderação, sem exageros em suas condutas. Se todos eles dessem a devida importância a essas empresas, certamente sairiam com mais experiência e, por sua vez, com mais oportunidades de se formar já empregados.
Às empresas
Olhando pelo nosso ponto de vista, porém, preciso chamar atenção a algumas empresas que usam e abusam de seus estagiários achando que neles há uma excelente forma de encontrar mão de obra barata. Meus caros, a época da escravidão acabou há muito tempo, caso vocês não se lembrem. Conheço muitos profissionais por aí que aproveitam de seus estagiários para pedirem favores como: buscar um pacote que esqueceu no carro; ir até a sala de cópias, copiar alguns documentos; fazer ligações para marcar reuniões com clientes ou qualquer coisa do tipo. Estagiário tem que aprender. Ele pode agregar muito à empresa, sim! E deve, se quiser ser efetivado quando formado. Mas, o principal papel da empresa, nessa relação, é ensinar, ensinar e ensinar.
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Por Bernt Entschev
Artigo publicado no Jornal Gazeta do Povo, no Caderno Classificados, em 15-02-11.
Para acessar o local original de publicação, clique aqui.
Abraços do Bernt!

