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Furtos, desvios e até roubos – fraudes dentro da empresa
O que leva um funcionário a fazer isso contra seus próprios colegas de trabalho ou empregadores?
Uma das maiores decepções de um empresário é descobrir que um funcionário em quem confiava anda cometendo furtos dentro das paredes que cercam a empresa. E é sobre isso que venho falar hoje, já que, infelizmente, esse assunto é tão frequente e, muitas vezes, nem mesmo tomamos conhecimento. Afinal de contas, ao falar de furtos, roubos, fraudes etc., podemos imaginar uma infinidade de situações. O que leva um funcionário a fazer isso contra seus próprios colegas de trabalho ou empregadores?
Então, vamos por partes. Acredito que ao detectar uma situação dessas na empresa, o primeiro passo é ponderar o porquê disso. Será que os gestores têm feito vistas grossas diante de condutas inadequadas, ou confiando demais em funcionários que mal conhecem? O clima organizacional pode influenciar, sim, uma má conduta por parte de um funcionário. Quando todos na empresa se mostram insatisfeitos com a forma de condução de uma empresa, é porque algo está errado. E, o que é pior, o clima ruim acaba influenciando negativamente àqueles mais vulneráveis, que só esperavam um pretexto para abusar da falta de atenção alheia. Aliás, não posso deixar de comentar que essa vulnerabilidade é algo que já vem com o indivíduo e está diretamente ligada à sua personalidade, ética e moral. Ou seja, quando o profissional já possui traços em sua personalidade que o permitem cometer esse tipo de ato (furtos, desvios, roubos etc.), é muito provável que venha a fazer algo contra a empresa mais cedo ou mais tarde. Mesmo assim, é fundamental cuidar do clima organizacional para que ele jamais influencie negativamente aos funcionários.
Há maneiras, porém, de evitar roubos dentro da empresa. Uma delas, mais conhecida por todos nós, é a constante vigilância. Conheço empresas onde os funcionários são totalmente vigiados através de câmeras, guardiões, e até células de trabalho em pequenas salas rodeadas por vidros. Não considero exagero, e sim precaução, já que hoje em dia mal podemos confiar em nossa própria sombra. Acompanhar o trabalho de seus funcionários também é fundamental. Sei que para empresas grandes, isso é humanamente impossível ser feito por uma única pessoa. Mas, se cada gestor de área fizer a sua parte, po¬¬de ter certeza de que muitos ca¬¬sos poderão ser evitados.
Bom, suponhamos então que uma dessas situações aconteceu e não há mais o que fazer. O caso, então, é tomar as providências perante o funcionário. O primeiro passo é chamá-lo para uma conversa franca e explanar que a empresa já sabe de tudo. O segundo é denunciá-lo. E é nessa etapa que deparo com reações inacreditáveis. Algumas empresas, por medo (ou qualquer outra coisa que eu não entendo) preferem não denunciar o funcionário, e apenas demitem sem deixar que eles tenham qualquer benefício, como se fosse uma espécie de acordo: eu não te denuncio, mas você também não entra na Justiça contra mim por não ter te dado os direitos da demissão. Lamentável, mas pode acreditar que acontece.
E o resultado disso? Muito fácil responder a essa pergunta: a impunidade permitirá que aquele profissional continue cometendo esses abusos em outras empresas. E parte da culpa, nesse caso, é daquela empresa que não fez a sua parte de denunciar e punir da forma correta.
Não podemos ter medo de agir com vigor diante de funcionários desse tipo. É preciso falar abertamente com toda a empresa, orientando a todos sobre a cultura da empresa e sobre sua intolerância com esse tipo de coisa. Uma vez que fica oculta a opinião da organização a respeito disso, fica mais fácil para aquele funcionário com personalidade duvidosa fazer o que bem entender… ele nem sabe se será punido! Da mesma forma, é de direito da empresa vigiar suas instalações em prol da segurança de seus funcionários e de sua própria segurança. Pense nisso e avalie se sua em¬ presa não tem sido negligente diante de situações realmente muito sérias.
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Por Bernt Entschev
O artigo foi originalmente publicado no Blog Vida Executiva, da Revista Amanhã. Clique aqui ou na imagem abaixo para acessar o local original de publicação.
Você ama a empresa em que trabalha?
Oferecer somente um salário, seja ele bom ou ruim não é tudo. Para ser atraente, primeiro uma empresa precisa querer ser atraente e, para isso, é claro, deve por a mão no bolso
O que faz uma empresa ser grande? O porte, sua participação no mercado, o salário compatível com outras empresas do ramo, as condições de trabalho, os diferenciais que proporcionam o bem estar e satisfação aos colaboradores? Tudo isso. Fazer da empresa um sonho profissional é um desafio e tanto.
Costumo brincar que não existe empresa perfeita. Há grandes empresas que deixam a desejar no clima organizacional e condições de trabalho favoráveis, outras bem menores que conseguem proporcionar um ambiente agradabilíssimo, e as grandes que sabem investir o dinheiro no bem estar do funcionário.
E qual a importância em investir no bem estar das pessoas que ali trabalham? Fazer seus olhos brilharem ao você falar da empresa, sentir orgulho da empresa, vestir a camisa dela. Isso faz os colaboradores desejarem profundamente fazer a empresa prosperar e dar o máximo de si no trabalho.
Cabe aos gestores, diretores e ao RH planejar e proporcionar estas boas condições de trabalho. Estão inclusos programas de desenvolvimento, salários compatíveis aos cargos, bonificações e benefícios atraentes – e isso é algo que a maioria das empresas pode fazer por seus colaboradores.
Porém, infelizmente, a realidade é muito diferente. Grande parte das corporações que conheço está tão preocupada em pagar suas contas no fim do mês, que mal pensam nas necessidades de seus funcionários. Muitas não se preocupam em proporcionar subsídios para que seus colaboradores se especializem, ou não pensam na importância de desafiá-los, acrescentando funções a seus trabalhos e, consequentemente, agregando valor e aumentando seus salários de tempos em tempos. Sem contar nos famosos PRL’s (Participações nos Resultados e Lucros), que dão um gás naqueles que contribuem ano após ano para os resultados da empresa. Aliás, convenhamos, não é só a recompensa financeira que conquista um profissional. Há todo um contexto, desde a mesa mais confortável para trabalhar, até a forma com que os líderes se reportam a suas equipes.
Essas empresas consideradas as melhores para trabalhar não se preocupam apenas com a remuneração de seus funcionários. Pelo contrário, sua preocupação abrange situações que vão muito além do holerite puro e simplesmente. São empresas que pensam o tempo todo no bem-estar de seus funcionários, afinal, colaborador satisfeito é sinônimo de trabalho bem feito e bons resultados para a empresa. Normalmente se preocupam com transporte confortável, café da manhã e da tarde, almoço, ginástica laboral e espaços destinados a um breve descanso. Sem contar, é claro, de estações de trabalho ergonômicas, com equipamentos de última geração que propiciam um trabalho bem feito. Afinal, como exigir, por exemplo, um relatório em uma hora, se o computador que a empresa oferece a seu funcionário parece ter sido fabricado na idade da pedra e demora horas para salvar um documento?
Oferecer somente um salário, seja ele bom ou ruim não é tudo. Para ser atraente, primeiro uma empresa precisa querer ser atraente e, para isso, é claro, deve por a mão no bolso, investimento no que mais diz respeito sobre o sucesso ou fracasso de uma empresa: as pessoas que nela trabalham.
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Por Bernt Entschev
O artigo foi originalmente publicado no Blog Vida Executiva, da Revista Amanhã. Clique aqui ou na imagem abaixo para acessar o local original de publicação.
A sua empresa dos sonhos
Você trabalha numa empresa dos sonhos de qualquer profissional? Sinceramente, acho difícil que todos respondam sim. Outro dia conversando com um jovem que trabalha numa dessas empresas consideradas as melhores para trabalhar, percebi o brilho em seus olhos ao falar da companhia. Observei que aquele profissional provavelmente teria um orgulho fora do comum em trabalhar naquela empresa e certamente faria o que fosse possível para fazê-la progredir sempre e sempre. A questão é: será que todos os profissionais que ali trabalham sentem o mesmo entusiasmo que aquele jovem?
Costumo brincar que não existe empresa perfeita. Mas, a verdade é que mesmo que umas empresas se destaquem mais que outras, algumas menores têm condições em proporcionar ambiente tão agradável quanto as maiores (e famosas por isso), guardadas as devidas proporções.
Proporcionar boas condições de trabalho, programas de desenvolvimento, salários compatíveis aos cargos, bonificações e benefícios atraentes é algo que a maioria das empresas pode fazer por seus colaboradores. Porém, infelizmente, a realidade é muito diferente. Grande parte das corporações que conheço está tão preocupada em pagar suas contas no fim do mês, que mal pensam nas necessidades de seus funcionários. Muitas não se preocupam em proporcionar subsídios para que seus colaboradores se especializem, ou não pensam na importância de desafiá-los, acrescentando funções a seus trabalhos e, consequentemente, agregando valor e aumentando seus salários de tempos em tempos. Sem contar nos famosos PRL’s (Participações nos Resultados e Lucros), que dão um gás naqueles que contribuem ano após ano para os resultados da empresa. Aliás, convenhamos, não é só a recompensa financeira que conquista um profissional. Há todo um contexto, desde a mesa mais confortável para trabalhar, até a forma com que os líderes se reportam a suas equipes.
Essas empresas consideradas as melhores para trabalhar não se preocupam apenas com a remuneração de seus funcionários. Pelo contrário, sua preocupação abrange situações que vão muito além do holerite puro e simplesmente. São empresas que pensam o tempo todo no bem-estar de seus funcionários, afinal, colaborador satisfeito é sinônimo de trabalho bem feito e bons resultados para a empresa. Normalmente se preocupam com transporte confortável, café da manhã e da tarde reforçados, almoço, ginástica laboral e espaços destinados a um breve descanso. Sem contar, é claro, de estações de trabalho ergonômicas, com equipamentos de última geração que propiciam um trabalho bem feito. Afinal, como exigir, por exemplo, um relatório em uma hora, se o computador que a empresa oferece a seu funcionário parece ter sido fabricado na idade da pedra e demora horas para salvar um documento? Acredite, tem empresas que ainda usam fax!
Mas, voltando à empresa dos sonhos… pode ser que a sua empresa dos sonhos não ofereça tantas regalias assim. Costumo dizer que cada um sabe o tamanho das montanhas que gostariam de subir. Alguns profissionais que conheço almejam essas grandes e admiráveis empresas para construir suas carreiras. Outros preferem pequenas empresas, onde podem atingir patamares mais altos num espaço menor de tempo. Alguns, ainda, querem ter suas próprias empresas e se tornam pequenos empresários para tentar colocar em prática aquilo que não podiam enquanto funcionários de outra companhia.
Vejam, gostaria de demonstrar aqui minha profunda admiração por essas empresas realmente maravilhosas que vêm construindo uma bela história no meio corporativo. Mesmo assim, ainda acredito que é possível que pequenas e médias empresas possam fazer coisas tão boas aos seus colaboradores. E a eles, por sua vez, aconselho: o que você quer para sua vida? Então vá em busca do que quer. Pode não ser fácil conseguir uma oportunidade naquela empresa que você almeja pra sua carreira. Mas, se souber aonde quer ir, isso já será um passo para chegar lá. Se você está insatisfeito numa companhia, não precisa ficar nela. Esperar que seu empregador decida o seu futuro é uma das piores coisas que alguém pode fazer por si próprio.
Teste
Façamos uma breve avaliação de sua empresa. Será que ela está adequada aos funcionários ou será que há muito o que fazer por ela e por seus funcionários?
( ) A direção pensa que está tudo bem com todos os funcionários, apesar de nos corredores e cafés todos fazerem queixas.
( ) A direção não realiza pesquisas de clima, logo, não sabe o que está bom e o que precisa melhorar.
( ) Gestores percebem que os funcionários escondem ou demonstram insatisfação por algo, mas não sabem ao certo o que é.
( ) A carga horária dos funcionários é excessiva ou inadequada de acordo com as funções.
( ) Mesmo sabendo de problemas como trânsito e distância devido à localização geográfica, a empresa não flexibiliza os horários de entrada e saída.
( ) A remuneração média de determinados (ou todos) cargos está abaixo do que o mercado proporciona e ninguém se preocupa em oferecer mais a todos para ser benquista no mercado.
( ) Apesar de a empresa crescer sem parar, nada é investido no bem-estar dos funcionários. Seja com melhorias em benefícios, equipamentos, transporte, alimentação ou infraestrutura.
( ) Os funcionários vivem se queixando da empresa. A infraestrutura está aquém do tamanho dela.
( ) A empresa poderia investir bem mais no bem estar e qualidade dos equipamentos que oferece aos seus empregados.
( ) Havendo ou não pesquisas de opinião, havia sugestões de colaboradores, mas todos pararam de enviá-las. A empresa simplesmente não as ouve ou realiza quaisquer mudanças propostas por quem praticamente vive na empresa todos os dias.
Se qualquer uma dessas opções foi marcada, está na hora de reavaliar as políticas da empresa. O mercado se adapta facilmente e os concorrentes estão sempre buscando profissionais competentes para compor seus quadros e fazer a empresa prosperar. Quem não acompanha as mudanças ou se preocupa com a felicidade dos funcionários simplesmente afasta os talentos da empresa. Oferecer somente um salário, seja ele bom ou ruim não é tudo. Para ser atraente, primeiro uma empresa precisa querer ser atraente e, para isso, é claro, deve por a mão no bolso.
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Por Bernt Entschev
O artigo foi originalmente publicado no Caderno Classificados, da Gazeta do Povo. Clique aqui ou na imagem abaixo para acessar o local original de publicação.
Família unida, empresas unidas
A história que venho contar hoje aconteceu com um grande amigo, o qual admiro profundamente pela trajetória de vida pessoal e profissional. Exatamente por sermos grandes amigos, permitiu-me que eu relatasse sua história aqui na coluna Talento em Pauta. Jeferson é empresário, dono da maior empresa do seu setor na Região Sul. Fundou a companhia há alguns anos, quando ainda jovem, e de lá pra cá “quebrou muito a cabeça” para colocá-la no lugar onde está hoje.
Quando a empresa de Jeferson começou a conquistar mercado, seus filhos eram pequenos, o mais novo ainda criança de colo. Sua esposa, também empresária (dona de uma empresa de outro segmento), levava as crianças para o escritório para que assim pudesse estar perto deles, sem precisar abandonar ao trabalho por conta da maternidade. Jeferson, porém, dizia que seus filhos precisavam se acostumar com a rotina administrativa de ambas as empresas e, assim que os meninos alcançaram uma idade adequada, levava-os também para sua empresa. Sua intenção era que ambos tomassem gosto pelo trabalho do pai, para que um dia pudessem assumir o negócio e dar continuidade a tudo que construiu.
Durante intermináveis conversas com sua esposa, chegaram à conclusão de que a organização mais promissora era a de Jeferson, valendo a pena acostumá-los mais a ela do que à empresa de Esmeralda. Durante a infância e adolescência dos dois rapazes, Jeferson fazia questão que pelo menos uma vez por semanas eles passassem a tarde com ele no escritório. Porém, por mais que tivesse isso planejado, a mãe (por questões de rotina) acaba passando em seu escritório com os meninos quase que diariamente, mesmo que eles nem descessem do carro, enquanto ela entrava para assinar um ou outro documento.
Ao prestarem vestibular, Adriano (o mais velho) escolheu Administração de Empresas e Renato (o mais novo) optou por Marketing. Ambos haviam se acostumado com a rotina das duas empresas e, por conta disso, ficaram em dúvida sobre em qual das duas companhias trabalhar. Anos após o nascimento dos filhos, tanto Jeferson quanto Esmeralda alcançaram sucesso em seus empreendimentos e qualquer uma das empresas que eles assumissem, seria bom. Porém, tinham medo que uma das empresas ficasse sem respaldo.
Foi então que Adriano e Renato comunicaram aos pais a brilhante ideia que tinham tido. Resolveram criar uma terceira empresa, que prestaria serviços administrativos às outras duas, como se fosse a holding das duas companhias. No começo, Jeferson achou inconcebível a ideia dos filhos, até mesmo pelo fato de a empresa de Esmeralda ser de um segmento completamente distinto do seu. Porém, após meses de discussões, entenderam o propósito dos filhos e resolveram ceder.
Jeferson e Esmeralda estão a todo vapor, jovens ainda e com muitas ideias para o futuro. Porém, suas empresas agora são administradas pelos dois filhos. Os dois continuam indo trabalhar, como sempre, mas se dedicam a questões a que antes não tinham muito tempo para se dedicar, como investimentos, por exemplo. Nada acontece sem a palavra final dos dois, mas quem cria, quem define, quem controla são seus filhos.
Admiro o desenrolar dessa história, pois acho coerente o casal ter dedicado tanto tempo à familiarização de seus filhos com as duas organizações. Adriano e Renato cresceram se imaginando donos daquelas empresas e, ao escolher suas profissões, optaram por cursos que os respaldariam para isso. Como administrador, Adriano achou mais prudente montar uma holding, de onde comandaria as duas companhias, e outras que viessem posteriormente, quem sabe! Já Renato, profissional de Marketing, achou meios de fazer as companhias expandirem ainda mais os seus mercados.
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Por Bernt Entschev
O artigo foi publicado no Caderno Classificados, em 27-03-11. Clique aqui para acessar a publicação original.
E se o cupido entrar na minha empresa?
Já vi muitos casos que começaram secretos e deram certo. Mas a maioria – acreditem – acaba trazendo muita dor de cabeça aos envolvidos
Todo mundo se apaixona. Há pelo menos um dia na vida em que, simplesmente ao ver alguém, o coração bate mais forte. E todo mundo sabe que não há lugar nem hora certa para ser pego de surpresa pelo cupido. E se, baseado nessa premissa, a paixão acontecer por alguém do ambiente de trabalho? Embora eu não concorde com o movimento, já vi muitos casos, inicialmente secretos, darem certo. Mas, a maioria, acreditem, acaba trazendo dor de cabeça tanto para os funcionários envolvidos, como para seus chefes.
Antes de tudo, lembro que no ambiente de trabalho devemos tratar de assuntos corporativos. A partir do momento que, neste ambiente, começam a tomar como prioridade os assuntos particulares, aí temos um problema. Um destes exemplos é um eventual romance, que pode comprometer o desempenho dos apaixonados.
Mas como não podemos controlar nossas emoções como gostaríamos (e desligar isso durante o expediente), caso isso ocorra, o mais prudente é comunicar aos gestores a situação, para que, se necessário, medidas sejam tomadas. Ainda mais se tratando de algo que, na grande maioria dos casos começa de forma secreta, sou da premissa que “mentira tem perna curta”. Para encobrir seu casinho, terá que contar uma mentira, depois outra, e outra e, quando se der contar, estará perdido entre suas próprias mentiras.
Claro que há exceções, há empresas que são tão grandes que, dentro de um complexo industrial, onde circulam milhares de pessoas diariamente, o controle se torna mais difícil – principalmente quando são pessoas de diferentes setores e que dificilmente se vêem. Também há empresas que permitem em sua cultura este tipo de relacionamento, desde que se respeitem algumas regras.
Não posso deixar de citar os casos passageiros. Estes devem terminar o quanto antes. Rumores nunca são bons à reputação de ninguém e outra: empresa não é lugar de paquera. Porém, se você tiver se apaixonado por um colega de trabalho e a empresa aceitou essa situação, aqui estão algumas regras básicas que devem ser seguidas à risca.
Controlando o (excesso de) amor
Primeiro: Discrição. Por mais que a empresa libere o relacionamento, não é cabível qualquer tipo de tratamento amoroso, carinhos, chamegos e demonstrações públicas de afeto (beijos e abraços calorosos, mãos dadas, etc.). Lembre-se: no ambiente corporativo o comportamento deve ser o mais profissional possível. E claro, nada de brigas com seu parceiro dentro da empresa.
Segundo: Sobre presentes e surpresas. É comum ver em datas de aniversário de relacionamento e dias dos namorados a entrega de presentes e buquês de flores. Dentro da empresa, o casal deve agir da mesma forma. A entrega pode até ser feita, desde que seja através de um entregador e os agradecimentos, reservados para depois do serviço.
Terceiro: Ferramentas de comunicação. Programas de conversa e e-mail são de uso exclusivamente corporativo, não para bater papo. Não abuse destas ferramentas para saber por que seu companheiro está atrasado para o trabalho. Lembre-se que, dentro da empresa, vocês são colegas e nada mais que isso.
Fonte: Blog Vida Executiva – Revista Amanhã
Autor: BERNT ENTSCHEV
Artigo publicado em 11/01/11.
Disponível em: http://www.amanha.com.br/blogs/92-vida-executiva–por-bernt-entschev/1300-e-se-o-cupido-entrar-na-minha-empresa
Interagir fora da empresa com colegas ajuda a aumentar produtividade
Há quem considere o almoço com colegas da empresa ou a participação em happy hours uma imensa cilada. Contudo, de acordo com o headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Clayton Pinto, momentos como estes podem ajudar a melhorar a produtividade.
“São nos momentos de interação fora do ambiente de trabalho que as pessoas se conhecem um pouco melhor e, assim, por admirar seus pares, tenham uma razão a mais para trabalhar naquele lugar. Tenham orgulho do time e acabem aumentando a produtividade ”, diz.
O contrário, ou seja, não participar de consecutivos eventos, explica, pode acabar dando uma falsa impressão de arrogância e prejudicar a carreira do profissional tanto dentro como fora da empresa.
Contato
Além de ajudar na produtividade, a interação com colegas da empresa fora do ambiente de trabalho é importante para fomentar a rede de relacionamentos.
“Por isso, é importante cuidar da imagem nestes momentos e não fazer nada de forma exagerada, sobretudo nos happy hours, quando há bebida. Um comportamento inadequado nestes momentos pode marcar um profissional e fazer com que, no futuro, um colega deixe de indicá-lo para uma posição, pois tudo é questão de credibilidade”.
Além disso, orienta, para ter sucesso nos momentos de descontração, evite falar de assuntos polêmicos, como religião e política e, em hipótese alguma, fale mal de alguém da empresa. Contudo, alerta, esteja preparado para falar de trabalho, já que nessas ocasiões o assunto é praticamente inevitável.
Líder
No que diz respeito ao líder, o headhunter da De Bernt diz que, se ele for convidado, é importante participar. Neste caso, contudo, tanto líder como subordinados devem ter atenção redobrada ao comportamento, já que o primeiro serve de exemplo e os segundos certamente estarão de alguma forma sob avaliação.
Por outro lado, se o líder não for convidado, mas quiser convidar sua equipe, o ideal é que faça isso para comemorar uma meta atingida, por exemplo, algo que, inclusive, é considerado simpático pelos colaboradores.
Artigo Publicado em 10/01/2011
Site: Infomoney
Por: Gladys Ferraz Magalhães
Interagir fora da empresa com colegas ajuda a aumentar produtividade
Já deu vexame na festa da empresa?
A confraternização de fim de ano deve ser um momento de descontração, com bebida, música e muita risada, certo? Mas tome cuidado para não cometer nenhum deslize.
Depois de muitos meses de trabalho duro e suor, o fim de mais um ano se aproxima e, também, a confraternização da empresa. Um momento de descontração para relaxar e dar risadas com todos os colegas de corporação, regado a muita comida, bebida e música. Apesar de tudo, trata-se de um ambiente convidativo para excessos e desastres – que podem afetar seriamente a imagem de cada um.
É normal acabar relaxando – e esse, aliás, é um dos propósitos dessas festas. No entanto, as pessoas se esquecem de algumas regras básicas quando estão em uma situação que, apesar de ser diferente do habitual, envolve colegas que vemos todos os dias. Bem, vamos às dicas:

Comportamento
É normal do ser humano adaptar seu comportamento aos diferentes ambientes. As festas acabam virando centros de revelações, seja de comportamentos ou segredos. E isso pode custar mais caro do que você imagina. Qualquer comportamento ou atitude anormal pode lhe render algum apelido, o que muitas vezes não é nada fácil desvincular da imagem profissional. Você deve, sim, ficar mais relaxado, mas tome cuidado com os exageros e com o que fala, pois ainda está em um ambiente empresarial.
Comidas e bebidas
Geralmente, as confraternizações de fim de ano são verdadeiros banquetes e, como não poderia deixar de ser, muitas pessoas acabam comendo além da conta. Preste atenção para não deixar que o olho fale mais alto que a barriga. É possível, sim, comer um pouco mais e não pagar mico. Uma dica é repetir pequenas porções, afinal, fazer montes de comida em um só prato não é lá muito bonito. Quanto à bebida, a presença do álcool é comum – já que estamos lidando com adultos. Mesmo assim, algumas pessoas parecem ignorar suas responsabilidades e passam dos limites da sã consciência. Exagerar no álcool nunca é bom, em nenhuma situação. Todos sabem que a bebida é capaz fazer com que cometamos atos imperdoáveis.
Relacionamentos
Algumas pessoas misturam “festa” com “balada”, pensando que a confraternização da empresa é o local ideal para se aproximar de alguém. A festa não é balada, ponto. Não é o local ideal para paquerar ou dar uma investida naquela pessoa por quem se tem uma queda – por mais que o ambiente esteja descontraído. O propósito do encontro é recompensar os colaboradores pelo ano de trabalho. Só isso.
Fofocas também são proibidas. Embora seja comum ouvir cochichos pelos cantos, evite esse falar dos outros e, muito menos, fazer comentários maldosos. Além de ser perigoso, por estar em meio a muita gente (e isso ser passível de más interpretações), é totalmente antiético.
Se a festa permitir que você leve a família, leve. Apresente seu cônjuge e seus filhos aos colegas e aproveite. Confraternizações, independentemente do tipo e do propósito, são para que brindemos e aproveitemos, cada um à sua maneira. Desde que sempre dentro dos limites. Boas festas!
Artigo publicado em 06 de dezembro de 2010 no Blog Vida Executiva da Revista Amanhã. Clique aqui para acessar.
Integração na empresa? Aproveite para conhecê-la e não para se mostrar
Por: Camila F. de Mendonça
24/11/10 – 15h54
InfoMoney
“O primeiro dia de trabalho pode ser muito confuso quando as cartas não estão sobre a mesa. E nada melhor que um processo de integração de novos funcionários para saber exatamente onde se está pisando. Embora nem todas as empresas façam esse tipo de processo, ele é importante até para o desempenho do colaborador.
Mais que conhecer o ambiente físico da instituição e dar uma olhada em quem atua em cada departamento, processos de integração acabam sendo essenciais para que os novos profissionais saibam os projetos nos quais a empresa está envolvida e dos quais ele, em maior ou menor grau, fará parte.
Para o superintendente de Desenvolvimento Pessoal da Personal Service, Marcus Gaspar, o profissional que tem a consciência de que o seu trabalho é parte fundamental para o resultado de determinado projeto se desenvolve melhor, sem contar que ele se sente mais acolhido e seguro ao saber no que ele está envolvido. “Ao mesmo tempo, esse profissional ganha em autonomia”, afirma.
A headhunter da De Bernt Entschev Capital Emmanuele Spaine vai além. “A pessoa que sabe aonde ela tem de ir pode ser cobrada, aquela que não sabe, não pode”, diz. Dessa forma, processos de integração servem para mostrar aos profissionais a razão de ser da atividade que eles desenvolverão a partir daquele momento.” Clique aqui ou na imagem abaixo para ler a notícia na íntegra.
Abraços do Bernt!
Empresa nova no Brasil? Saiba quais são os primeiros profissionais demandados!

"É comum que o primeiro profissional contratado tenha trabalhado na empresa concorrente da contratante"
“SÃO PAULO – O mercado de trabalho brasileiro é composto tanto por empresas nacionais como estrangeiras. Com o aquecimento da economia nacional, muitas empresas de fora se instalam no Brasil. Mas quais são os primeiros profissionais contratados por elas?
A consultora em Recursos Humanos da De Bernt Entschev Human Capital, Emmanuele Spaine, explica que o primeirocolaborador demandado por um indústria é o diretor de Operações. “Esta pessoa será encarregada de preparar fisicamente a empresa”, explica.
Já no caso de empresas de outros setores, nas quais não é necessário a instalação de fábrica para atuar, o primeiro cargo solicitado é o diretor de Recursos Humanos. Este profissional será o responsável por formar a equipe.
A especialista explica que este diretor contratará primeiramente um CEO (Chief Executive Officer), caso a empresa não tenha encaminhado um profissional de seu país. Em seguida são contratados os diretores de outras áreas, gerentes, supervisores e encarregados, nesta ordem. Por último, as pessoas que atuarão na operação.” Leia na íntegra.
Notícia publicada nos seguintes endereços (clique nas imagens para acessá-los):
Abraços do Bernt!
Falta de comunicação é um dos principais problemas entre funcionários e empresa
“SÃO PAULO – A falta de comunicação é um dos principais problemas encontrados entre funcionários e empresa. Ao menos esta é a opinião do diretor da unidade paulista da De Bernt Entschev Human Capital, Júlio Bonrruqer.
De acordo com ele, a comunicação falha pode trazer sérias consequências à equipe, impactando no desempenho e na produtividade dos profissionais.
“A questão primordial é a falta de comunicação. Quanto menos informação as pessoas tiverem em relação aos processos da empresa, maiores são as chances para boatos, muitas vezes, inconsistentes, mas que acabam prejudicando resultados, já que as pessoas ficam abaladas emocionalmente, por imaginar situações que podem nem existir”.” Leia na íntegra.





















