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Trocando de emprego
Há quem acredite que depois de tomada a decisão de trocar de emprego, a parte difícil passou.Após decidir pedir a demissão, pergunto: e agora? O que fazer primeiro? São muitas perguntas com muitas respostas, porém existem algumas regrinhas básicas que lhe ajudarão a passar por essa etapa com a imagem limpa, deixando as “portas abertas” na empresa anterior.
Não é por que você está saindo da empresa que vai “chutar o balde” e partir para uma vida nova. Como dizem, o mundo dá voltas e talvez um dia você precise de alguma daquelas pessoas que trabalharam com você e, nessa hora, você não vai querer estar com a imagem suja.
Primeiramente, peça demissão e deixe claros os verdadeiros motivos da saída. Tenha certeza de deixar a “casa em ordem” antes de sair, por uma questão ética e de consideração aos seus colegas e superior. Organize-se, resolva os assuntos pendentes e facilite o trabalho do seu futuro substituto. Ao contrário do que muitos pensam, o ideal é que você trabalhe tão bem quanto antes ou ainda melhor para sair de cabeça erguida, com certeza de que fez a sua parte, independente do motivo que o fez sair da empresa.
Nem preciso dizer que é completamente antiético copiar relatórios e documentos confidenciais da empresa. Copie apenas aquilo que é totalmente de sua autoria, que, é claro, é de direito seu. Além disso, resolva qualquer mal-entendido entre você e um colega e, por fim, faça as malas.
Ao chegar ao novo ambiente de trabalho, procure cumprir com algumas normas básicas de etiqueta. A primeira impressão é fundamental, portanto seja pontual, cordial, disponível aos pedidos dos colegas e confiante. Um erro fatal de quem acaba de mudar de emprego é falar mal do antigo trabalho, dizendo que o novo é muito melhor, achando que está ganhando “pontos” na confiança do chefe, quando na verdade está perdendo. É muito simples entender: vendo sob a perspectiva do superior, o funcionário que fala mal do emprego anterior é uma possível ameaça no futuro, já que um dia ele pode vir a sair da empresa e quando trocar novamente de trabalho, falará mal dela.
O momento de transição é muito frágil e decisivo para o futuro da sua carreira. Zele por esse momento e seja cuidadoso para não “queimar seu filme” nem com seu antigo e nem com seu novo empregador. Deixe esses pequenos detalhes resolvidos que o resto do seu trabalho será muito mais fácil de ser realizado.
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Por Bernt Entschev
O artigo foi originalmente publicado no Blog Vida Executiva, da Revista Amanhã. Clique aqui ou na imagem abaixo para acessar o local original de publicação.
Empresa da mãe Joana
O título do artigo de hoje certamente é um bocado curioso, mas é que um caso recente me fez lembrar a velha máxima da “Casa da mãe Joana”, onde pessoas entram, saem e fazem o que querem lá dentro.
Mateus era um jovem pupilo estudante de Administração e aspirante a futuro presidente da companhia que seu pai havia fundado há quase três décadas: um conglomerado de empresas ligadas ao ramo educacional. Na cartela de produtos e serviços havia ensino superior, especializações, material didático, além um nome a zelar no mercado.
Mateus, aluno astuto e carismático, decidiu fazer um job rotation na empresa do pai, a fim de conhecer todos os setores e profissionais. Passaram-se alguns meses e o jovem reparou que no setor operacional e de compra e venda de material didático havia algo errado. Decidiu apurar a origem do problema com o setor de Recursos Humanos – aparentemente eles teriam alguma resposta. Lá constatou que os funcionários que entravam, não mais que quatro meses duravam, e logo pediam demissão.
A rotatividade de profissionais no setor estava alta, a troca de gestores era constante e os treinamentos, feitos para receber e introduzir os novos colaboradores às tradicionais práticas e políticas da empresa, eram feitos por pessoas que mal tinham entrado na casa.
Foi aí que Mateus decidiu me procurar, após assistir a uma participação na televisão. No café de uma hora e meia que tomamos, apontei uma série de fatores que poderiam estar comprometendo a integridade moral da empresa internamente e no mercado, além de relações diretas entre a satisfação dos funcionários e o seu tempo de permanência na empresa. Afinal de contas, quem gosta de seu trabalho, quer continuar nele e crescer junto com a empresa, certo?
Continuando, Mateus constatou que os equipamentos de trabalho estavam ultrapassados, o quadro de funcionários era enxuto demais e não havia estrutura organizacional definida para auxiliar e esclarecer aos profissionais que projeções de carreira poderiam traçar lá dentro. Além disso, muitas contratações estavam sendo feitas equivocadamente, no desespero de preencher o espaço que havia ficado aberto com a saída do último colaborador.
Após tantas constatações – e tanto trabalho a ser feito –, o rapaz, que tinha um profissionalismo acima do comum apesar da idade, traçou um plano junto com a experiência do pai para tirar a empresa daquela situação.
Investimentos foram feitos nos locais certos, a definição do quadro de funcionários ficou bem mais específica e clara, os novos profissionais foram criteriosamente selecionados e uma pesquisa de clima interno também foi realizada – a fim de apontar outros problemas que não estivessem sob a visão da presidência.
O resultado prático de todas essas mudanças e investimentos, apesar de terem custado muito ao grupo em um primeiro momento, foram visivelmente notadas pelo corpo diretivo e pelos colaboradores em poucos meses.
Como na história de Mateus, a rotatividade alta de colaboradores nas empresas esconde uma série de problemas. Situações como essa começam a colocar a moral interna da empresa em xeque silenciosa e perigosamente. Em contrapartida, a constatação e reparo dos causadores desse fenômeno nada mais são que o puro planejamento e análise estratégicos da corporação. Para saber quais são os outros fatores que provocam esse conflito na empresa, leia a Coluna Talento em Pauta desta terça-feira. Até lá!
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Por Bernt Entschev
O artigo foi originalmente publicado no Caderno Classificados, da Gazeta do Povo. Clique aqui ou na imagem abaixo para acessar o local original de publicação.
Insatisfeito? Mexa-se
Pergunto: você está satisfeito em seu atual emprego? Se a resposta for positiva, fico realmente feliz por você. Porém, se a resposta for negativa, desafio para uma reflexão e alguns puxões de orelha.
Afinal, o que você tem feito para mudar essa situação? Preocupo-me com grande parte dos profissionais que temos no mercado, insatisfeitos com seus atuais empregos e que nada fazem para mudar o cenário. Existem alguns caminhos antes de tomar uma atitude e, é claro, cada caso é um caso. Sendo assim, o que falarei aqui pode ou não se aplicar na solução de sua insatisfação. Por isso, nada de ir direto ao RH de sua empresa pedir demissão.
Primeiramente diria que a insatisfação provavelmente vem de algum lugar/alguém/situação/condição. Por isso, o primeiro passo é uma profunda autorreflexão sobre o quê exatamente lhe causa descontentamento. Existem inúmeras situações: pode ser um chefe ineficaz, clima organizacional que não contribui com o bem-estar dos colaboradores, falta de desafios, estagnação na carreira, aspirações maiores do que a empresa pode oferecer, salário inadequado para a função que você exerce, relação desgastada com colegas de trabalho etc.
Nesta reflexão é fundamental saber identificar se o problema é oriundo de situações e condições que a empresa impõe, ou se você próprio é responsável pela existência de tal problema. Isso faz bastante diferença, já que quando nós somos responsáveis pelas causas do problema, temos praticamente a faca e o queijo nas mãos… basta um pouco de boa vontade. Já se o problema vier de terceiros, pode ser um pouco mais difícil solucioná-lo.
Encontrada a raiz do problema, pergunto: é possível resolvê-lo? Cabe a você entender que situações que estão fora do seu controle, ou devem ser aceitas ou devem ser evitadas. No caso da aceitação, é preciso colocar uma pedra em cima da situação para que ela não lhe atormente e passar, realmente, uma borracha naquilo que lhe incomoda. Porém, se o caso é evitar o problema, está esperando o quê para pedir demissão?
Mas, antes de jogar tudo para o alto e se disponibilizar no mercado de trabalho, sugiro: tenha um plano de ação bem-estruturado para evitar problemas futuros. Como anda sua rede de relacionamentos profissionais, por exemplo? A network é algo que deve ser cultivada frequentemente e não somente no momento do desligamento. Mas, se sua intenção é pedir demissão, é bom resgatá-la a fim de conseguir uma recolocação.
Aliás, já estudou o mercado? Sabe se ele está contratando? Conheço caso de pessoas que simplesmente jogaram tudo para cima sem levar em consideração as condições de mercado e depois de meses desempregadas se viram num beco sem saída. O que fazer? Pode ter certeza de que pedir arrego para o antigo empregador não é a melhor opção.
E sua empregabilidade? Você é um profissional empregável? Ou seja, possui os atributos pertinentes às expectativas de mercado? Alguns profissionais reclamam de barriga cheia. Esses normalmente são aqueles que possuem salário acima do que realmente merecem e, por isso, nada fazem para melhorar o que têm para oferecer às organizações. Com isso, tornam-se reclamões inveterados, que não enxergam o mundo além do próprio umbigo e que acham que a empresa deve a ele uma constante expansão de carreira.
E, por falar nisso, vale um adendo. Algumas empresas investem em seus talentos, com bonificações e programas de desenvolvimento. Isso é muito bom, mas nem todas as empresas fazem isso e se o seu caso é um dos que não podem usufruir dessas regalias, não espere cair do céu aquela pós-graduação. Se a empresa não pode fazer isso por você, faça você mesmo, afinal, o interesse é todo seu.
Pode parecer duro o que vou dizer, mas a pessoa mais insuportável é aquela que reclama o tempo inteiro da vida. Todos nós temos problemas e cabe a nós mesmo irmos em busca da resolução de cada um deles, ou da conformidade daqueles insolucionáveis. Lembre-se: cada um é responsável por sua felicidade e se algo não lhe faz bem, é melhor deixá-lo de lado e ir atrás de algo que condiz com suas expectativas. Só não se frustre… o emprego ideal pode não estar na próxima esquina.
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Teste
Marque abaixo as opções que têm a ver com você:
( ) Não consegue resolver conflitos e diferenças com chefe e colegas.
( ) É o melhor no que faz, mas acha que não há reconhecimento algum nisso.
( ) O ambiente de trabalho não é apropriado.
( ) O equipamento de trabalho está defasado e atrapalha o seu desempenho.
( ) A empresa (ou chefe) não dá retornos sobre desempenho e qualificação que esperam do funcionário.
( ) A rotina é muito estressante e pesada. Você vive tendo de fazer horas extras e abdica dos prazeres pessoais causa disso.
( ) Não há autonomia para realizar qualquer atividade mais ousada.
( ) Há pessoas corrompidas na equipe ou as políticas da empresa, equipe ou gestor são totalmente contrárias aos seus valores e você nada pode fazer a respeito disso.
( ) A empresa não é flexível em relação aos horários de chegada e saída.
( ) Parou de se qualificar.
( ) A empresa não pode lhe oferecer o que pretende, seja um salário melhor, subir de cargo, maior autonomia, melhores condições de trabalho, formar sua equipe.
( ) O estresse (físico ou mental) está ultrapassando as fronteiras do escritório e atrapalha sua vida pessoal.
( ) Nada contra a maré sozinho. Enquanto ninguém faz o que deveria, você sofre em acumular tarefas dos outros e tentar fazer a empresa progredir.
Seria impossível enumerar todos os motivos que levam as pessoas a ficarem insatisfeitas com seus trabalhos. Aqui estão somente alguns exemplos mais clássicos deles. Quanto mais opções você marcou, mais coisas te aborrecem e tiram o seu estímulo e amor pelo trabalho. Lembre-se de que somente uma profunda autorreflexão poderá apontar onde está o verdadeiro problema que te aflige e, consequentemente, como resolvê-lo.
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Por Bernt Entschev
O artigo foi originalmente publicado no Caderno Classificados, da Gazeta do Povo. Clique aqui ou na imagem abaixo para acessar o local original de publicação.
O eterno temor da demissão
O grande problema, na maioria dos casos, é a reação da família perante a situação. Muitos profissionais postergam o quanto podem o anúncio aos familiares na expectativa de conseguirem resolver o problema sem ter que passar por isso
Trabalho na seleção e recrutamento de executivos há um quarto de século e um dos maiores prazeres da atividade que exerço é ver os profissionais satisfeitos por terem sido escolhidos para as melhores vagas do mercado. É, realmente, bonito de se ver. Melhor ainda é ver a satisfação de nossos clientes em saber que enfim terão os profissionais que tanto esperavam. O contraponto dessa felicidade é, justamente, nossos outros clientes, os assessorados de outplacement que, infelizmente, acabaram de ser desligados das empresas onde trabalhavam e precisarão enfrentar todo o processo de prospecção de uma nova colocação no mercado de trabalho.
As pessoas costumam ter tanto medo da demissão que não conseguem nem se imaginar recebendo tal notícia. E, muitas vezes, ninguém lembra que todos os contratos são bilaterais e podem ser rescindidos a qualquer hora por qualquer uma das partes, basta haver um motivo para isso.
O grande problema, na maioria dos casos, é a reação da família perante a situação. Muitos profissionais postergam o quanto podem o anúncio aos familiares na expectativa de conseguirem resolver o problema sem ter que passar por isso. É como se a ficha demorasse a cair, como se fosse possível reverter de alguma maneira, o que não é verdade.
Quanto menos autoestima a pessoa tiver, mais dificuldade ela terá em enfrentar o problema. Essas pessoas não acreditam ser capazes de enfrentar o mercado de trabalho, pois não se consideram boas o suficiente para concorrer a uma nova vaga de trabalho. Isso não é verdade! Há vagas boas espalhadas por aí e, certamente, haverá um espaço para cada um. Relembro, apenas, as questões que sempre cito: é preciso estar à altura dessas vagas, pois elas existem, o que faltam são profissionais capacitados. Então, ao invés de ficar se lamentando em casa por ter perdido o emprego, bola pra frente e vá em busca de sua melhora como profissional.
A angústia é grande, concordo, pois o sentimento dos profissionais desligados é o de impotência. Agem como se nada pudessem fazer diante da situação. O medo da demissão é um vilão contra o bom desempenho. Mas a demissão às vezes surge como uma oportunidade ou mesmo um sinal de que está na hora de se aperfeiçoar, buscar novos conhecimentos, idiomas e cursos. O bom profissional não está parado nunca!
Vejo diariamente pessoas passando por desligamentos e não é fácil, realmente. Mas, esses incidentes da vida muitas vezes não são possíveis de se prever. À medida que eles acontecem é preciso entender e acatar a situação. Quanto mais negarmos o que a vida nos impõe, pior.
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Por Bernt Entschev
O artigo foi originalmente publicado no Blog Vida Executiva, da Revista Amanhã. Clique aqui ou na imagem abaixo para acessar o local original de publicação.
Demitir ou não demitir: eis a questão
Ao longo da nossa vida, precisamos tomar diversas decisões, umas simples que impactam apenas no nosso dia, outras muito mais sérias que impactam em toda a nossa vida, ou ainda na vida de outras pessoas. E é por essas últimas que considero extremamente importante ter responsabilidade diante de nossas decisões. Foi por causa de uma história que conheci na semana passada que resolvi escrever sobre esse assunto.
Rafael era funcionário de uma multinacional e desde que entrara na empresa havia conquistado um desenvolvimento relativamente bom para o tempo que estava lá dentro. Ao longo de cinco anos, conquistara três promoções. Nenhuma das posições, porém, representava uma liderança relevante. Mas há alguns meses, recebera a notícia de que seria promovido, enfim, para sua primeira liderança “de peso”, com direito a mudança de cidade e tudo: ele seria agora o responsável por uma das unidades da empresa. Rafael ficou radiante com a novidade, porém recebeu uma incumbência relativamente imprópria. Estranhou o fato de seu superior imediato lhe dizer, em tom despreocupado, que como primeira missão da nova função precisaria demitir um funcionário daquela unidade.
Seu chefe tinha uma explicação muito simples: aquela equipe precisava saber que agora alguém mandava ali e, segundo ele, demitindo alguém já na sua primeira semana, Rafael conquistaria muito brevemente o respeito de seus novos subordinados. O jovem não se sentiu confortável em fazer isso, já que não conhecia sua nova equipe. E se ele demitisse alguém muito bom e importante para a empresa? E se ele demitisse alguém que precisasse muito (mais ainda que os outros) daquele emprego? E sua responsabilidade com os resultados da empresa? E sua responsabilidade humana e social? O que isso tinha a ver com conquistar respeito?
Rafael via claramente que esse método poderia gerar, ao contrário de respeito de seus colaboradores, uma antipatia talvez dificilmente revertida. Perguntou ao chefe, então, se a demissão se deveria a outros fatores, como budget limitado ou uma reestruturação já prevista na empresa. Explicou que se fosse um dos casos, preferia conhecer a equipe antes, para tomar a decisão mais acertada. Seu chefe lhe respondeu que se ele precisasse de tempo, o teria, mas que o motivo era simplesmente conquistar o respeito daquela equipe.
Mudou-se, então, de cidade e assumiu seu posto na nova unidade. Em pouquíssimo tempo entendeu o ritmo da equipe e foi percebendo que conseguiria conquistar o respeito deles de uma forma muito diferente do que esperava seu chefe. Com postura de líder, e levando em consideração as características individuais, desenvolveu algumas estratégias de relacionamento e, muito antes que imaginava, já estava no comando da equipe de forma muito confortável.
Alguns meses depois, seu chefe voltou a tocar no assunto, pedindo que ele tomasse uma decisão a respeito da demissão que havia sugerido há algum tempo. Rafael, por sua vez, disse que tinha sim uma decisão: não demitir ninguém e apenas realocar algumas funções. Seus argumentos foram baseados em números. Desde que assumira a equipe, fizera com que os números daquela unidade subissem de forma consistente. A equipe, segundo ele, era bem entrosada, entendia bem do negócio e tinha amor pela empresa. Não havia um funcionário sequer que lhe trouxesse o desejo de desligamento. Por que faria isso? Todos os funcionários vinham lhe tratando muito bem, sendo companheiros e deixando claro o quanto eram fiéis àquela empresa. Por que, então, ele demitiria um deles?
Seu chefe tentou convencê-lo do contrário. Parecia muito mais que ele é quem queria impor uma situação a seu subordinado. Mas, Rafael foi firme em sua decisão, dizendo que se sentia responsável pela empresa, mas também pelas pessoas que nela trabalhavam. Sendo assim, não demitiria alguém, sem ter um motivo muito bom para isso. Dito isso, seguiu sem titubear e, em pouco tempo, percebeu a excelente decisão que havia tomado, já que a equipe se fortalecia cada vez mais.
Quando Rafael me contou essa história, fiquei orgulhoso por ele. Poucas pessoas reconhecem a importância de ser responsável de tal maneira com seus funcionários. Num primeiro momento o jovem chegou a arriscar seu próprio emprego, desobedecendo uma ordem de seu chefe. Mas, após provar que valia a pena seguir seus princípios, conquistou não só bons resultados, mas também a confiança de seus funcionários e de seu chefe.
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Este artigo foi originalmente publicado na Gazeta do Povo, Caderno Classificados, em 27-02-11.
Para acessar o local original de publicação, clique aqui.
Abraços do Bernt!






