Arquivos do Blog

O mal da prioridade

A rotina de qualquer profissional das mais diversas áreas de atuação realmente pode ser muito estressante. Ouvimos constantemente no ambiente de trabalho expressões como “é urgente”, “é pra ontem”, “está corrido”, entre outras. Nessa onda de que tudo é urgente, todas as tarefas acabam tendo a mesma prioridade e, na hora de executá-las, o profissional não consegue administrar o tempo por não categorizar suas obrigações de acordo com sua real importância e atrasa ainda mais o trabalho.

Agora você pode pensar “todas as minhas tarefas são importantes”. Pode ser que sim, mas o segredo para saber o que realmente é prioridade é saber distinguir o que é importante do que é urgente. Por mais que pareça óbvio falar isso, na prática, a maioria das pessoas não sabe fazer essa distinção tão importante para a produtividade no trabalho.

Não só para aumentar a produtividade, mas também para administrar melhor o tempo, o ideal é que o profissional trabalhe com uma agenda bem organizada. É preciso ter uma visão clara dos seus objetivos e alinhá-los de acordo com as metas pré-estabelecias. A responsabilidade de deixar claro para os funcionários as metas, objetivos e prioridades da empresa é do líder, portanto, em muitas das vezes em que a produtividade da equipe está baixa é porque o gestor não está sendo transparente e objetivo o suficiente.

O que também ajuda é a criação de um cronograma de entrega que servirá como guia para o profissional controlar suas demandas e gerenciar suas tarefas. Esse cronograma, como também a agenda, deve ser atualizado diária ou semanalmente para evitar surpresas de imprevistos e falhas e problemas de última hora.

Finalmente, vale ressaltar que um dos maiores motivos pelo qual o profissional se confunde em qual tarefa é mais urgente é a forma empírica com que as coisas são pedidas. Normalmente, o profissional começa pelas tarefas que o seu chefe pediu de última hora ou que o cliente grosseiro ligou cobrando com agressividade. Pelo tom de voz autoritário ou agressivo, as pessoas sentem necessidade de resolver logo a situação que muitas vezes não é tão urgente assim.

As prioridades devem ser comunicadas pelo líder de maneira adequada e transparente para toda a equipe. Se isso for feito, o profissional se organizará para estabelecer suas prioridades não de acordo com o nível hierárquico de quem está pedindo, ou pela gritaria, mas sim com o que é mais urgente e importante para a empresa, seus objetivos e metas.

- – – – – – – – – – – – – – – — – – – – – – – – – – -

Por Bernt Entschev

O artigo foi originalmente publicado no Blog Vida Executiva, da Revista Amanhã. Clique aqui ou na imagem abaixo para acessar o local original de publicação.

 

Home Office

Não há porque achar que há mordomia quando se trabalha em casa. Na verdade, é necessário muito mais disciplina e uma série de regras

Falar sobre home office parece nunca ficar velho. Constantemente vejo profissionais em dúvida sobre abrir o próprio negócio em casa ou continuar trabalhando no escritório, ou mesmo gestores, que não sabem se há como ter confiança em manter profissionais que trabalhem à distância.

Ao contrário do que muitos pensam, não há porque achar que há mordomia quando se trabalha em casa. Na verdade, é necessário muito mais disciplina, e há uma série de regras que devem ser seguidas para que a produtividade e a conduta profissional sejam mantidas.

Começando pelo termo, ele é inglês e significa algo como “escritório em casa”. Se há “escritório” no nome, pressupõe-se que sua casa se torne algo semelhante. Em algumas profissões é comum que o negócio comece com um escritório pequeno, em casa, ou mesmo alugado. Aqui geralmente estão inclusos arquitetos, designers, advogados, publicitários, escritores e até mesmo psicólogos (sem falar em tantos outros).

Vamos às recomendações. Para os que pensam na liberdade de “trabalhar do seu jeito”, aqui vai um primeiro exemplo: se você não assiste à televisão na empresa, por que assistiria em casa? Isso certamente só trará distrações. Vale também para o rádio, familiares (filhos pequenos geralmente) ou qualquer outra coisa que traga distrações.

Recomendo também que a pessoa nunca fique de pijama. Ao começar o dia, coloque a mesma roupa que utilizaria para trabalhar, mesmo porque em algumas profissões em que se lida com clientes constantemente, podem surgir imprevistos em que você precise sair ou mesmo uma visita inesperada.

Mas de nada adianta um ambiente e as vestimentas adequadas se não há uma disciplina profissional. É preciso ter horários muito bem definidos. Alguns profissionais que conheço planejam e anotam em suas agendas todo o planejamento do dia seguinte. Isso inclui horário de início e fim de tarefas. O horário de término é importante para que se mantenha a produtividade, estimule a disciplina e organize as atividades de acordo com suas prioridades. E como um profissional que trabalha no escritório, é bom também ter definidos os horários de entrada, saída, almoço, pausas a cada duas horas. Isso ajuda a evitar que a pessoa trabalhe muito – ou pouco demais.

Em compensação, ficar em casa o dia todo trabalhando, e ficar em casa após o expediente pode ser um pouco desgastante. Procure ter atividades após o trabalho que o façam sair de casa. Aulas de dança, pintura, idiomas ou qualquer atividade que lhe dê prazer em realizar. Isso certamente tirará aquela impressão de tédio que muitos têm por ficar o dia todo em casa, além de ajudar a “arejar a cabeça” e manter a motivação em alta.

Para quem não é autônomo e já é empregado de uma empresa, o home office geralmente é utilizado como uma alternativa quando o profissional não pode, definitivamente, estar no escritório. Em casos como um familiar precisando de ajuda, ou situações pessoais e particulares que necessitem da presença física da pessoa em casa. As empresas têm se tornado muito flexíveis em relação a isso, contanto, é preciso estar sempre acessível e disponível à empresa, caso ela precise de você e deseje lhe contatar.

Tudo isso posto, eu não poderia citar todos os fatores que fazem do trabalho em casa mais fácil ou mais difícil, pois isso varia com a personalidade de cada um. Não perder tempo no trânsito, enfrentar o clima do ambiente externo (frio ou calor extremos), aliviar-se com o silêncio de casa ou sentir falta da conversa com os colegas etc. Os fatores são muitos, positivos ou negativos, mas, acima de tudo, independentemente de onde o profissional estiver, é a conduta dele que fará a diferença.

- – – – – – – – – – – – – – – — – – – – – – – – – – -

Por Bernt Entschev

O artigo foi originalmente publicado no Blog Vida Executiva, da Revista Amanhã. Clique aqui ou na imagem abaixo para acessar o local original de publicação.

Você ama a empresa em que trabalha?

Oferecer somente um salário, seja ele bom ou ruim não é tudo. Para ser atraente, primeiro uma empresa precisa querer ser atraente e, para isso, é claro, deve por a mão no bolso

O que faz uma empresa ser grande? O porte, sua participação no mercado, o salário compatível com outras empresas do ramo, as condições de trabalho, os diferenciais que proporcionam o bem estar e satisfação aos colaboradores? Tudo isso. Fazer da empresa um sonho profissional é um desafio e tanto.

Costumo brincar que não existe empresa perfeita. Há grandes empresas que deixam a desejar no clima organizacional e condições de trabalho favoráveis, outras bem menores que conseguem proporcionar um ambiente agradabilíssimo, e as grandes que sabem investir o dinheiro no bem estar do funcionário.

E qual a importância em investir no bem estar das pessoas que ali trabalham? Fazer seus olhos brilharem ao você falar da empresa, sentir orgulho da empresa, vestir a camisa dela. Isso faz os colaboradores desejarem profundamente fazer a empresa prosperar e dar o máximo de si no trabalho.

Cabe aos gestores, diretores e ao RH planejar e proporcionar estas boas condições de trabalho. Estão inclusos programas de desenvolvimento, salários compatíveis aos cargos, bonificações e benefícios atraentes – e isso é algo que a maioria das empresas pode fazer por seus colaboradores.

Porém, infelizmente, a realidade é muito diferente. Grande parte das corporações que conheço está tão preocupada em pagar suas contas no fim do mês, que mal pensam nas necessidades de seus funcionários. Muitas não se preocupam em proporcionar subsídios para que seus colaboradores se especializem, ou não pensam na importância de desafiá-los, acrescentando funções a seus trabalhos e, consequentemente, agregando valor e aumentando seus salários de tempos em tempos. Sem contar nos famosos PRL’s (Participações nos Resultados e Lucros), que dão um gás naqueles que contribuem ano após ano para os resultados da empresa. Aliás, convenhamos, não é só a recompensa financeira que conquista um profissional. Há todo um contexto, desde a mesa mais confortável para trabalhar, até a forma com que os líderes se reportam a suas equipes.

Essas empresas consideradas as melhores para trabalhar não se preocupam apenas com a remuneração de seus funcionários. Pelo contrário, sua preocupação abrange situações que vão muito além do holerite puro e simplesmente. São empresas que pensam o tempo todo no bem-estar de seus funcionários, afinal, colaborador satisfeito é sinônimo de trabalho bem feito e bons resultados para a empresa. Normalmente se preocupam com transporte confortável, café da manhã e da tarde, almoço, ginástica laboral e espaços destinados a um breve descanso. Sem contar, é claro, de estações de trabalho ergonômicas, com equipamentos de última geração que propiciam um trabalho bem feito. Afinal, como exigir, por exemplo, um relatório em uma hora, se o computador que a empresa oferece a seu funcionário parece ter sido fabricado na idade da pedra e demora horas para salvar um documento?

Oferecer somente um salário, seja ele bom ou ruim não é tudo. Para ser atraente, primeiro uma empresa precisa querer ser atraente e, para isso, é claro, deve por a mão no bolso, investimento no que mais diz respeito sobre o sucesso ou fracasso de uma empresa: as pessoas que nela trabalham.

- – – – – – – – – – – – – – – — – – – – – – – – – – -

Por Bernt Entschev

O artigo foi originalmente publicado no Blog Vida Executiva, da Revista Amanhã. Clique aqui ou na imagem abaixo para acessar o local original de publicação.

Já cogitou sobre um período sabático?

Sair da rotina muitas vezes é uma ótima solução. O descanso e o afastamento temporário dos afazeres profissionais forçam a pessoa a refletir sobre a profissão, estudos, o cargo atual e uma infinidade de outros assuntos, entre eles os pessoais

Viagens intermináveis, correria, trabalho sob pressão, ansiedade por resultados, cobranças ferrenhas e, dia após dia, estresse e mais estresse. Para aqueles profissionais que andam em dúvida sobre a carreira, sobre a permanência na empresa ou profissão, uma possível saída é o período sabático.

Mas de onde vem essa palavra? O termo sabático vem do hebraico e significa “repouso”.  Tem relação ao dia semanal em que os judeus tiravam para descansar e se dedicar aos assuntos de interesse pessoal.

Sair da rotina muitas vezes é uma ótima solução. O descanso e o afastamento temporário dos afazeres profissionais forçam a pessoa a refletir sobre a profissão, estudos, o cargo atual e uma infinidade de outros assuntos, entre eles os pessoais. Por mais que soe exagerado, em alguns casos os 30 dias de férias remuneradas não são suficientes, tamanho estresse ou estado psicológico que as pessoas acabam entrando.

Aliás, ledo engano que alguns cometem, o período sabático nada tem a ver com férias. É, como eu disse, um período em que o profissional geralmente refletirá sobre o rumo de sua carreira, o caminho que a carreira tomou, outros aproveitam para estudar, fazer cursos e/ou viagens, já que não conseguem colocar esses planos em prática devido a rotina enquanto funcionário. Vários outros, inclusive, também decidem se continuam como colaboradores de uma empresa ou abrem a própria.

Resumidamente, entrar em um período sabático significa se afastar do mercado e do emprego para avaliar melhor a condição em que estava e o que quer da vida, dentro e fora do âmbito profissional. O lado negativo, e que geralmente acaba acontecendo é, após a negociação com a empresa, abdicar a posição atual para voltar em um nível hierárquico inferior, em outro setor, ou mesmo não haver a possibilidade de volta. Isso tudo exige cuidadoso estudo e planejamento antes de propor entrar no período de reflexão, principalmente nas finanças, já que o vínculo empregatício formal é quebrado enquanto o colaborador está afastado.

Várias empresas liberam seus profissionais para um ou dois anos sabáticos, mas afastar-se do mercado tempo demais nem sempre é uma boa ideia. O relacionamento com a network acaba esfriando, muitos contatos são perdidos, além da negociação da volta à empresa, que é complicada. As empresas, por sua vez, precisam reconhecer a importância em dar esse “tempo” à alguns profissionais. Várias, pensam, inclusive, que é melhor garantir aquele excelente profissional de volta com potência total em um ano do que simplesmente demiti-lo ou deixar-se demitir. Mas, infelizmente, a maioria das empresas recusa acordos assim (de retornar após 1 ou 2 anos), é exatamente por esse motivo que o profissional precisa pensar muito bem se quer ou não se afastar. Tudo exige muita estratégia e conversa e tem seus prós e contras, sempre se lembrando que a felicidade pessoal, profissional e a própria carreira estão em jogo.

- – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – -

Por Bernt Entschev

O artigo foi originalmente publicado no Blog Vida Executiva, da Revista Amanhã. Clique aqui ou na imagem abaixo para acessar o local original de publicação.

Vou estar perdendo a paciência

O “gerundismo” é um mal ainda impregnado no ambiente empresarial – mas existem inúmeras maneiras de corrigir com sutileza aquele seu colega que fala errado

Por Bernt Entschev

Em poucos dias, o fogão que você comprou, novinho em folha, apresentou problemas de fabricação. O que fazer? Nada mais natural que ligar para o telefone de suporte do fabricante ou da loja onde foi comprado o produto. Resposta clássica do atendimento: “vou estar registrando o problema e estarei enviando um técnico à sua residência dentro de 24 horas”. A frase lhe parece normal ou uma ofensa? Eu, sinceramente, não sei se desligaria feliz por ter o problema resolvido ou se ficaria revoltado por esfaquearem a língua portuguesa.

A maioria das pessoas sabe que estamos diante de um típico caso de “gerundismo”. Gerundismo: vício de linguagem, uso excessivo e errôneo de verbos no infinitivo (“estar”) seguidos de verbos no gerúndio (“enviando”) para indicar o presente ou um futuro próximo. Não entrarei nos minuciosos estudos que envolvem nossa língua, mas é simples dizer que este tipo de construção é equivocado.

A origem do gerundismo, pelo que me lembro, vem da normatização e tradução de procedimentos e manuais de serviços de atendimento prestados em outros países. Quando implantados no Brasil, foram traduzidos ao pé da letra, sem que se analisasse a existência de um tempo verbal que transmitisse a mesma ideia em outro idioma. Expressões como “we will be fixing your telephone soon, sir”, que está correta em inglês, foi traduzida para “nós vamos estar consertando seu telefone em breve, senhor” – errada em português.

 

Repare que o erro é simples de corrigir: basta usar o futuro do presente do indicativo. Vejamos: “farei” é correto e substitui facilmente “vou estar fazendo”. “Enviarei” faz o mesmo sentido para “estarei enviando” – e assim por diante.

Não quero lecionar português, mas despertar a consciência de que a correção é rápida, indolor, e pode começar com a ajuda qualquer um. É bem provável que você tenha ao lado um colega no trabalho que fala errado e ninguém tem coragem de lhe corrigir. O problema, aliás, toma maior proporção quando ele fala assim com clientes.

Lembrete: expressar-se formalmente causa boas impressões e credibilidade para sua imagem e da empresa. Falar errado transmite exatamente o oposto.

Corrigindo com sutileza

Como grande parte dos feedbacks, a abordagem deve ser educada e calma. Nessas situações, é melhor se a pessoa que corrige tiver alguma intimidade com o colega. Assim, a chance de que o outro se ofenda é menor. É possível entrar no tema com frases como “preciso lhe falar coisa delicada, mas que é muito simples de resolver e é bem importante. Trata-se de um vício de linguagem…”. Existem inúmeras maneiras de corrigir com sutileza. Procure achar a que melhor parece com o seu perfil.

Se a outra pessoa souber apreciar críticas construtivas e retornos de seus colegas (o que acho sempre muito pertinente), ela agradecerá e passará a se policiar mais. Seja a aceitação positiva ou não, você fez sua parte e ajudou um colega. Economia de palavras para eles e harmonia para os nossos ouvidos.

 

Para acessar o artigo em seu local original de publicação, clique aqui.

Em busca do clima ideal

Diversos fatores influenciam na produtividade do grupo – e o pior: você nem percebe onde está o erro

O desempenho dos colaboradores pode ser resumido a uma simples questão de lógica, quando associada ao clima organizacional. A produtividade é diretamente proporcional ao nível de satisfação e realização com o trabalho. Trabalhadores contentes e satisfeitos com o que fazem são trabalhadores mais produtivos. Simples assim. Mas, embora a conta seja fácil de entender, encontrar esse ponto de equilíbrio é mais difícil do que se pensa.

Dos vários fatores e processos que compõem uma empresa, o que considero de maior importância – não por menos – é o próprio comportamento do grupo de executores. Personalidades e comportamentos são únicos. Quando combinados, podem gerar grupos unidos e extremamente motivados, ou então suscetíveis a brigas, concorrência e sobrevivência do mais forte (ou o mais apto, ou o que vende mais etc.).

Existem peculiaridades numa empresa que você sequer imagina, mas que afetam – e muito – a produtividade do grupo como um todo. Isso parte das singularidades e habilidades de cada um, para formar os grupos, os setores e então a empresa  toda. É como um ecossistema. Precisa de seu equilíbrio para que funcione da forma correta e obtenha o que deseja.

Há condutas empresariais inadequadas, procedimentos desnecessários obrigatórios, pressão excessiva por resultados ou produção, homo ou heterogeneidade cultural (muito de um ou outro), além, é claro, de comportamentos divergentes. Exemplos clássicos são os colaboradores omissos, antiéticos e preguiçosos. Com todos esses pontos em evidência, é preciso alinhar e adequar os processos às condutas empresariais e ao próprio ramo da empresa.

Fazendo esse alinhamento, torna-se possível descobrir pontos positivos que estavam ocultos, como funcionários extremamente motivadores ou líderes natos – que, geralmente, acabam sendo promovidos ou movidos a outras áreas com conflitos.

O clima organizacional é tão delicado quanto o clima na própria natureza. As pequenas nuances de temperatura são a diferença entre o ambiente adequado e o improdutivo. Analise os detalhes e você descobrirá que sempre há mais erros do que os sete apontados.

Artigo publicado em:

Amanhã - 09 de Novembro de 2010

Abraços do Bernt!

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 1.789 other followers