Já cogitou sobre um período sabático?

Sair da rotina muitas vezes é uma ótima solução. O descanso e o afastamento temporário dos afazeres profissionais forçam a pessoa a refletir sobre a profissão, estudos, o cargo atual e uma infinidade de outros assuntos, entre eles os pessoais

Viagens intermináveis, correria, trabalho sob pressão, ansiedade por resultados, cobranças ferrenhas e, dia após dia, estresse e mais estresse. Para aqueles profissionais que andam em dúvida sobre a carreira, sobre a permanência na empresa ou profissão, uma possível saída é o período sabático.

Mas de onde vem essa palavra? O termo sabático vem do hebraico e significa “repouso”.  Tem relação ao dia semanal em que os judeus tiravam para descansar e se dedicar aos assuntos de interesse pessoal.

Sair da rotina muitas vezes é uma ótima solução. O descanso e o afastamento temporário dos afazeres profissionais forçam a pessoa a refletir sobre a profissão, estudos, o cargo atual e uma infinidade de outros assuntos, entre eles os pessoais. Por mais que soe exagerado, em alguns casos os 30 dias de férias remuneradas não são suficientes, tamanho estresse ou estado psicológico que as pessoas acabam entrando.

Aliás, ledo engano que alguns cometem, o período sabático nada tem a ver com férias. É, como eu disse, um período em que o profissional geralmente refletirá sobre o rumo de sua carreira, o caminho que a carreira tomou, outros aproveitam para estudar, fazer cursos e/ou viagens, já que não conseguem colocar esses planos em prática devido a rotina enquanto funcionário. Vários outros, inclusive, também decidem se continuam como colaboradores de uma empresa ou abrem a própria.

Resumidamente, entrar em um período sabático significa se afastar do mercado e do emprego para avaliar melhor a condição em que estava e o que quer da vida, dentro e fora do âmbito profissional. O lado negativo, e que geralmente acaba acontecendo é, após a negociação com a empresa, abdicar a posição atual para voltar em um nível hierárquico inferior, em outro setor, ou mesmo não haver a possibilidade de volta. Isso tudo exige cuidadoso estudo e planejamento antes de propor entrar no período de reflexão, principalmente nas finanças, já que o vínculo empregatício formal é quebrado enquanto o colaborador está afastado.

Várias empresas liberam seus profissionais para um ou dois anos sabáticos, mas afastar-se do mercado tempo demais nem sempre é uma boa ideia. O relacionamento com a network acaba esfriando, muitos contatos são perdidos, além da negociação da volta à empresa, que é complicada. As empresas, por sua vez, precisam reconhecer a importância em dar esse “tempo” à alguns profissionais. Várias, pensam, inclusive, que é melhor garantir aquele excelente profissional de volta com potência total em um ano do que simplesmente demiti-lo ou deixar-se demitir. Mas, infelizmente, a maioria das empresas recusa acordos assim (de retornar após 1 ou 2 anos), é exatamente por esse motivo que o profissional precisa pensar muito bem se quer ou não se afastar. Tudo exige muita estratégia e conversa e tem seus prós e contras, sempre se lembrando que a felicidade pessoal, profissional e a própria carreira estão em jogo.

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Por Bernt Entschev

O artigo foi originalmente publicado no Blog Vida Executiva, da Revista Amanhã. Clique aqui ou na imagem abaixo para acessar o local original de publicação.

Publicado em 28 de junho de 2011, em Artigos e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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